Durante 22 semanas, em um estudo duplo-cego, os pesquisadores compararam o açafrão com a donepezila — um dos principais medicamentos usados no tratamento — e descobriram que ambos os grupos apresentaram melhorias quase idênticas na memória e no desempenho cognitivo.
No entanto, o grupo que tomou açafrão relatou menos efeitos colaterais, sugerindo uma alternativa mais segura e natural para o suporte cognitivo.
Além do alívio dos sintomas, a pesquisa destacou os efeitos biológicos únicos do açafrão.
Seus principais compostos — crocina e safranal — demonstraram inibir a agregação da proteína beta-amiloide, responsável pela progressão do Alzheimer.
Eles também atuam como potentes antioxidantes e anti-inflamatórios, protegendo os neurônios do estresse oxidativo e preservando as conexões sinápticas que sustentam a memória e a atenção.
Essa combinação de efeitos posiciona o açafrão como muito mais do que um simples impulsionador cognitivo — ele pode combater diretamente os mecanismos subjacentes da neurodegeneração.
Referência:
A 22-week, multicenter, randomized, double-blind controlled trial of Crocus sativus in the treatment of mild-to-moderate Alzheimer’s disease, Psychopharmacology
DOI: 10.1007/s00213-009-1706-1