LITERATURA: Rondoniense conquista 3º lugar em concurso da Academia Internacional de Cultura

Único finalista da região Norte, autor de Porto Velho se destacou com o conto Sentença, sobre resistência e protagonismo feminino.

LITERATURA: Rondoniense conquista 3º lugar em concurso da Academia Internacional de Cultura

Foto: Assessoria

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O escritor Eudes Santana, de Porto Velho (RO), conquistou destaque nacional ao alcançar o 3º lugar geral no Concurso Literário de Conto 2026 promovido pela Academia Internacional de Cultura, sediada em Brasília.
 
A competição reuniu mais de 300 inscritos do Brasil e do exterior, consolidando-se como uma importante vitrine para novos talentos da literatura em língua portuguesa. Entre os 20 finalistas, o autor foi o único representante da região Norte.
 
A cerimônia de premiação foi na sexta feira, 24 de abril na Biblioteca Nacional de Brasília, com entrega de certificado e prêmio no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) ao terceiro colocado.
 
Na divulgação dos resultados, Eudes foi destacado pela Academia Internacional de Cultura por sua sensibilidade e talento narrativo. Ele que é servidor público, mestre em Educação Profissional e Tecnológica, e traz para sua escrita uma intersecção entre esporte, vida e cultura — reflexo também de sua trajetória como corredor de rua amador há mais de 30 anos.
 
O conto premiado, intitulado "Sentença", foi desenvolvido a partir do tema "Mulheres à frente do seu tempo". A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem corredora que enfrenta limitações impostas desde o nascimento e transforma resistência em força. A história dialoga com o universo do esporte e da superação, abordando de forma simbólica como as mulheres muitas vezes precisam romper expectativas alheias para escreverem seus próprios destinos.
 
 
"Desde muito cedo, já recebemos sentenças sobre quem podemos ou não ser. No caso das mulheres, isso costuma ser ainda mais forte, e muitas acabam convivendo com esses limites a vida inteira. Como o concurso trazia o tema de mulheres à frente do seu tempo, eu quis construir um conto sobre romper essas sentenças e assumir o direito de escrever a própria história", afirma o autor.
 
A linguagem do conto combina elementos poéticos e simbólicos para abordar questões como gênero, destino, esforço e autonomia, construindo uma personagem que desafia expectativas e redefine seus próprios limites.
 
O concurso homenageou a educadora Jesuína Fernandes, a Profª Zita, figura marcante na região do Oeste mineiro. Ao longo de sua trajetória, destacou-se pela alfabetização de crianças e jovens em áreas rurais, além de atuar como referência comunitária em educação, saúde e formação humana, mesmo em contextos de poucos recursos.
 
A iniciativa da AIC busca valorizar a produção literária contemporânea e incentivar novos autores, por meio de avaliação técnica e anônima. Os contos selecionados refletem diferentes perspectivas sobre o protagonismo feminino e sua relevância em diversos contextos históricos e sociais.
 
Para o autor, o reconhecimento representa não apenas uma conquista individual, mas também a oportunidade de dar visibilidade à produção cultural da região Norte e às histórias que nascem fora dos grandes centros, mas dialogam com temas universais.
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