O número de negócios ligados à bioeconomia na Amazônia Legal passou de 130, em 2017, para 890 em 2025, crescimento de 585%, segundo estudo da CERTI apresentado nesta semana em Quito, no Equador, durante evento do BID.
Os negócios mapeados passaram a estar presentes em 142 municípios, ante 54 em 2017. Do total, 91% estavam ativos e 70% tinham até cinco anos de existência.
O levantamento também identificou 9.881 talentos em 279 municípios e 1.570 ideias de negócios relacionadas à bioeconomia, distribuídas por 181 municípios entre 2023 e 2025.
Apesar da expansão, o setor ainda enfrenta dificuldades para ganhar escala. Cerca de metade das iniciativas analisadas estava nas fases de protótipo ou produto mínimo viável (MVP).
Para Rafael Kamke, diretor do Centro de Economia Verde da CERTI, o desafio é transformar o crescimento do ecossistema em negócios capazes de chegar ao mercado e gerar valor econômico, social e ambiental de forma sustentável.