Pesquisadores de Stanford apresentaram o SleepFM, um novo modelo de inteligência artificial capaz de estimar o risco de mais de 130 condições de saúde, incluindo demência, Parkinson e infarto, a partir de dados de apenas uma noite de sono.
A IA foi treinada com mais de 600 mil horas de registros de sono de cerca de 65 mil participantes, analisando sinais como atividade cerebral, ritmo cardíaco, respiração e movimentos musculares.
Quando esses sinais corporais entram em desalinhamento, por exemplo, cérebro em sono profundo combinado com frequência cardíaca elevada, o sistema identifica esses padrões como possíveis alertas precoces de doenças futuras.
Para validar o modelo, os pesquisadores cruzaram 25 anos de prontuários da Stanford Sleep Clinic com dados de sono, avaliando previsões em mais de mil categorias de doenças.
Os resultados chamam atenção, o SleepFM alcançou 89% de precisão para Parkinson, 85% para demência, 81% para infarto, e 84% na estimativa de risco geral de mortalidade.
Passamos quase um terço da vida dormindo, mas ainda exploramos pouco o potencial dessas informações. O SleepFM indica que o sono pode se tornar um sistema antecipado de monitoramento da saúde, e com a evolução dos wearables, esse tipo de análise pode sair dos laboratórios e chegar diretamente ao pulso das pessoas.