A onda de violência que chocou o município de Ji-Paraná (RO) no fim de abril ganhou um desfecho trágico.
Morreu no último sábado (13) o jovem Fernando dos Reis Souza, de 24 anos. Ele estava internado em estado grave há mais de 40 dias, após ser alvo de um atentado a tiros na rua Rita Carneiro Rios, no bairro Novo Ji-Paraná.
Com a confirmação do óbito, o caso passa a ser investigado oficialmente como homicídio consumado.
Com a notícia da morte do jovem, imagens gravadas pelos próprios criminosos voltaram a circular com força nas redes sociais.
O vídeo, que agora se torna peça ainda mais crucial para a apuração do crime, mostra toda a dinâmica do ataque.
Fernando estava parado em cima de sua motocicleta aguardando para entregar um currículo quando um veículo Peugeot de cor escura passa pela via. O carro faz o retorno e se aproxima da vítima.
De dentro do automóvel, é possível ouvir uma voz ordenando: “para, para, para”. Imediatamente após a ordem, diversos disparos de arma de fogo são efetuados contra o jovem, que cai gravemente ferido enquanto os executores fogem.
O atentado contra Fernando não foi um fato isolado. No dia seguinte, no mesmo bairro, um entregador por aplicativo de apenas 17 anos foi perseguido e executado a tiros, gerando pânico na população local.
A resposta das forças de segurança, no entanto, foi imediata. Três dias após os crimes, uma operação conjunta coordenada pelo delegado Flaviano José, da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar e do setor de inteligência, localizou o reduto dos criminosos no bairro Jorge Teixeira (Segundo Distrito).
Guerra de Facções: As investigações apontaram que os envolvidos são integrantes da facção criminosa PCC e vieram para Ji-Paraná com a missão exclusiva de executar membros da facção rival, o Comando Vermelho. Três suspeitos foram presos em flagrante durante a ação.
Apesar do desmantelamento do grupo e da interrupção da sequência de mortes planejadas na cidade, a Polícia Civil informou que um dos envolvidos permanece foragido.
Procurado: Lucas Resende
Papel no crime: Apontado como o motorista do Peugeot escuro que transportou os atiradores.
Mesmo com a triste perda de Fernando, as autoridades locais ressaltam que o trabalho integrado entre a Polícia Civil, Polícia Militar, Poder Judiciário e Ministério Público foi fundamental para conter o avanço das facções.
Recentemente, Ji-Paraná chegou a registrar a marca de mais de 100 dias sem homicídios consumados, índice que as forças de segurança tentam reestabelecer após as prisões.