A Força Aérea Brasileira (FAB) considera insuficientes os 36 caças F-39 Gripen previstos no contrato atual e aponta a necessidade de uma frota de 66 aeronaves para atender plenamente às demandas de defesa aérea do país.
A avaliação foi encaminhada ao Ministério da Defesa e à Câmara dos Deputados. Segundo a FAB, a ampliação considera as dimensões do território brasileiro, as missões previstas e a necessidade de manter capacidade operacional adequada.
O contrato atual prevê 28 Gripen E e oito Gripen F. As aeronaves estão sendo incorporadas gradualmente, com previsão de conclusão do lote até 2032.
A FAB também informou que busca oportunidades para ampliar o contrato. Se a meta de 66 caças for concretizada, o Brasil acrescentará 30 aeronaves à frota inicialmente contratada.
O programa Gripen inclui transferência de tecnologia e participação da indústria brasileira na produção e no desenvolvimento de componentes.
A ampliação ocorre em meio a um cenário internacional de maior tensão e modernização das forças militares. A FAB, porém, não relaciona oficialmente a necessidade de novos caças a uma ameaça militar específica.
O Gripen deverá ser o principal caça da FAB nas próximas décadas, substituindo progressivamente plataformas mais antigas e ampliando a capacidade brasileira de vigilância e defesa do espaço aéreo.