Ji-Paraná - Cerca de 100 Moto -Taxistas deixaram o trabalho na manhã desta terça-feira (07), e forma direto para a Câmara de Vereadores. Eles agendaram uma reunião com o presidente da Casa de Leis Isaú Fonseca e o secretário de administração do município José Batista.
Na pauta a criação de uma associação que defenda os interesses dos moto-taxistas. Segundo Cláudio Lopes presidente interino da comissão de negociação os trabalhadores querem o fi m das garagens. Hoje está bagunçado o serviço de moto-taxista, tem gente ai cobrando o que quer e a EMTU não fiscaliza. Por isso queremos organizar isso ai, comentou ele.
A reivindicação não ficou apenas na falta de fiscalização da EMTU, a cobrança da taxa diária pelas garagens para os moto-taxistas também foi destaque e motivo de discursos inflamados por alguns. Um dos trabalhadores se emocionou ao dizer que depende do trabalho e por isso se sujeita as cobranças, mas deixou claro que na garagem onde trabalha eles são os que mais sofrem. Nós somos os mais prejudicados, eu pago R$ 6.50 por dia e não tenho nenhum beneficio. Quando entrei lá eles não me deram colete, tive que mandar fazer e pagar do meu bolso, depois fui parado pela EMTU que queria me multar pelo colete, mas eles não fiscalizam a garagem que não me deu o colete, porque?, desabafou.
As criticas não pararam e o presidente da Câmara disse que vai apoiar a decisão da maioria, o que eles decidirem será apoiado.
O secretário de administração José Batista propôs que os moto-taxistas discutam qual o melhor caminho para todos, já que muitos foram favoráveis a criação das garagens, sem elas não haveria concessão para a exploração do serviço, por isso alertou que é preciso cautela quando se pensa em mudar o sistema.
Sobre as reclamações de cobranças abusivas por parte das garagens Batista disse que isso não pode sofrer interferência da prefeitura já que as garagens são livres para cobrarem o valor que entenderem ser melhor.
No fim da reunião os moto-taxistas saíram com a proposta do presidente da Câmara de analisarem os pros e os contras e depois criarem um projeto para que seja analisado e aprovado pela Câmara.