O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para Rondônia no 1º semestre de 2026, alcançando R$ 827,8 milhões. O valor aprovado para o estado foi 53,3% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 539,9 milhões).
Os recursos aprovados atenderam todos os setores da economia, como agropecuária (R$ 337,2 milhões), infraestrutura (R$ 330,1 milhões), comércio e serviços (R$ 150,6 milhões) e indústria (R$ 10 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 773,7 milhões do crédito aprovado, crescimento de 44,6% em relação a 2025 (R$ 535,1 milhões).
O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para Rondônia foi de R$ 419,9 milhões neste 1º semestre, aumento de 54,2% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgados nesta quarta-feira (12).
Desde 2023, o BNDES aprovou para Rondônia um total de R$ 4,71 bilhões. O volume é 150,1% superior ao aprovado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 1,88 bilhão).
“Os números mostram a retomada do papel do BNDES como parceiro do desenvolvimento. O Banco tem impulsionado setores estratégicos, do agronegócio à indústria, passando por infraestrutura, comércio e serviços. É um movimento que também amplia o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), fortalecendo a economia local de ponta a ponta. Em Rondônia, além de impulsionar o empreendedorismo, com crédito para abrir e ampliar pequenos negócios, o BNDES tem atuado para fortalecer a agricultura familiar e a bioeconomia”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Norte - As aprovações de crédito para a Região Norte alcançaram R$ 5,2 bilhões no 1º semestre de 2026, valor 104,7% superior ao realizado no mesmo período de 2025 (R$ 2,54 bilhões). Os valores aprovados neste semestre atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 2,33 bilhões), agropecuária (R$ 1,3 bilhão), comércio e serviços (R$ 1,25 bilhão) e indústria (R$ 328,2 milhões). Do total das aprovações, R$ 3,77 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas, ante R$ 1,99 bilhão no período anterior, acréscimo de 89,7%. O volume de desembolso chegou a R$ 3,92 bilhões, ante R$ 2,86 bilhões no mesmo período de 2025.
Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 37,85 bilhões, valor 192,2% superior ao registrado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 12,95 bilhões).
Nacional - O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os resultados financeiros, divulgados nesta quarta-feira (12), também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido, reflexo da sustentabilidade e da solidez do Banco.
O desempenho operacional da instituição também segue com resultados robustos, com valores de consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. O total de aprovações de crédito e operações garantidas aumentou 19% ante primeiro semestre de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, sendo R$ 43,4 bilhões em garantias.
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante 1º semestre de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+ 27%) e à indústria R$ 22,5 bilhões (+ 24%).
O apoio às MPMEs alcançou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre 2025 (R$ 88,8 bilhões). As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 43,4 bilhões, enquanto as aprovações de crédito somaram R$ 64,8 bilhões.
O volume dos desembolsos do BNDES alcançou R$ 74,8 bilhões no semestre, aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. As consultas aumentaram 72% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 237,7 bilhões.
A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).