ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS: A importância do uso de backtesting para estratégias de investimento mais segura

Em outras palavras, trata-se de uma ferramenta de auxílio na tomada de decisões, não de um oráculo

ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS: A importância do uso de backtesting para estratégias de investimento mais segura

Foto: Reprodução

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A Bolsa de Valores do Brasil, a B3, vem crescendo ano após ano, trazendo investidores cada vez mais jovens para o mercado. No entanto, ganhar dinheiro investindo pode ser bem mais difícil do que parece. Isso é especialmente verdadeiro para day traders, já que 99,4% deles têm prejuízos e acabam cedo do mundo dos investimentos. 


Certamente, não se trata apenas de azar. A falta de conhecimento sobre o ramo e estratégias falhas de investimento são o que, geralmente, levam os investidores mais novos à bancarrota. No entanto, já foi-se o tempo em que para investir, o investidor só podia contar seus instintos e meia dúzia de publicações especializadas. Saiba mais sobre uma das ferramentas mais importantes hoje em dia: o software de backtesting. 

Preparando-se Para os Negócios

Atualmente, existe uma série de ferramentas digitais que auxiliam na tomada de decisões, fazendo simulações altamente complexas e correlacionando uma infinidade de dados. Nesse contexto, a ferramenta de backtesting é, sem dúvida, uma das mais importantes. Elas utilizam dados históricos para simular a efetividade de novas estratégias, antes que os investidores as coloquem em prática. 


Sendo apenas uma ferramenta, sua efetividade dependerá muito de quem a estiver utilizando. É por isso que plataformas como a Exness cuidam de explicar as estratégias mais efetivas para cada tipo de investidor. A utilidade da ferramenta vai bem além de mostrar “triangulo ascendente trading, bom; triângulo descendente, mal”.


Primeiro, é preciso deixar claro que esta não é uma ferramenta para prever o futuro, mas sim, para revisitar o passado. Isso porque o backtesting serve para investigar como determinada estratégia “teria se comportado” à época de determinados eventos. Sim, essas informações podem ser extremamente úteis para situações futuras que sejam semelhantes, mas não é a mesma coisa que prever cenários futuros, isso é função para programas de forwardtesting.  


Tais informações incluem indicadores de desempenho (como perda e ganho máximos), percentual de acerto, retorno e fator de lucro. Existem inúmeras ferramentas de backtesting por aí, oferecendo uma gama igualmente variada de recursos. No entanto, elas não trabalham sozinhas; é preciso saber como operá-las.

Estratégias Mais Comuns

Existem várias formas de utilizar uma ferramenta de backtesting, a depender do resultado esperado. Em alguns casos, elas são usadas apenas para treinamento psicológico e emocional dos investidores, construindo knowhow e resiliência para situações da vida real. Veja como os investidores mais experientes costumam utilizá-la.

Replay de Mercado

Possivelmente a estratégia mais comum, o replay de mercado entrega o que promete: uma simulação altamente complexa de pregões passados. Os testes podem ser automáticos ou manuais, podendo ainda focar em diferentes nichos, como futuros, forex e ações, sem arriscar nenhum centavo. Além de ajudar a entender cenários semelhantes, esta estratégia também ajuda a treinar os nervos dos investidores em um ambiente controlado e seguro.

Backtesting Automatizado

O backtesting automatizado tem a grande vantagem de poder processar volumes enormes de dados. A simulação e análise das estratégias é realizada por algoritmos, que seguem regras pré-definidas de execução. É um método bastante eficiente para avaliar métricas como fator de lucro e perdas, além de processar e correlacionar cenários rapidamente. 

Multi-Regime

O backtesting multi-regime analisa não apenas um, mas diversos cenários ao mesmo tempo. Assim, é possível testar como uma mesma estratégia vai se comportar em casos de alta ou baixa volatilidade, aumento e queda de preços, lateralidades, etc. Trata-se de uma abordagem mais complexa e com muito mais nuances do que backtesting convencional, já que busca analisar e correlacionar um número maior de variáveis.  

Custo de Transação

Essa estratégia é ideal para quem quiser compreender quais seriam os custos envolvidos em uma transação hipotética. Aqui, todos os custos de compra e venda de ativos são detalhados, auxiliando no cálculo do lucro bruto (ou perda) projetada para cada abordagem. Aspectos analisados incluem custos com corretagem, spread (diferença entre o valor de compra e venda de um ativo), emolumentos da B3, etc. 

Teste Fora da Amostra

Em vez de utilizar todo o banco de dados de uma vez em cada simulação, a estratégia de teste fora da amostra divide esta base de dados em duas partes. Na primeira, o investidor pode criar e treinar novas abordagens à vontade. Com a outra parte dos dados, é possível testar como essas abordagens funcionam na prática. Esse método serve, principalmente, para evitar que uma estratégia esteja tão adequada a um cenário passado que não possa funcionar em um cenário futuro.  

Análise de Monte Carlo

A análise de Monte Carlo combina modelos estatísticos aleatórios com dados históricos reais, buscando compreender novos cenários possíveis. A simulação de Monte Carlo é realizada por um algoritmo treinado para retirar amostragens aleatórias repetidas, calculando assim a probabilidade de determinados resultados. O método foi criado ainda durante a Segunda Guerra Mundial, por matemáticos europeus. Seu nome é inspirado na famosa cidade de cassinos, em Mônaco. 

Riscos e Vantagens

Incorporar ferramentas de backtesting no dia-a-dia é fundamental para qualquer day trader. Sem dúvida, elas trazem vantagens inegáveis, como validação de estratégias com risco zero e maior suporte para tomadas de decisões. Ela não serve apenas para criar e testar novas estratégias, mas também para aprimorar as antigas. 


Acima de tudo, ela dá ao trader um raio-x da própria performance, permitindo a identificação de pontos fracos, perdas e ganhos, dentro de uma série histórica. Essas ferramentas auxiliam ainda no treinamento e validação de bots de investimento, capazes de executar setups automaticamente, praticamente eliminando falhas humanas do processo. 


No entanto, o uso indiscriminado desta ferramenta também pode acarretar riscos. Dentre eles, um dos principais é o “superajuste” (ou “overfitting”), onde a estratégia está presa demais a dados históricos para ser efetiva no presente. É comum que investidores inexperientes caiam no erro de achar que lucros simulados no passado, forçosamente, se repetirão no presente e no futuro.    


É preciso ainda que a ferramenta conte com uma base de dados confiável; caso contrário, todo cálculo estará fadado ao erro. Escolher a estratégia de backtesting errada, ou simplesmente uma ferramenta ruim, causa problemas que se acumulam. O investidor poderá acreditar em uma estratégia mal formulada, assumindo riscos que desconhece e pior ainda, sofrer perdas significativas. 


É fundamental lembrar que o mercado financeiro é altamente dinâmico. Ou seja, o que funcionou em um momento de alta no passado, não necessariamente funcionará agora, já que as circunstâncias podem ter mudado drasticamente. Em outras palavras, trata-se de uma ferramenta de auxílio na tomada de decisões, não de um oráculo.

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