O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos de Rondônia (Sindafisco), Mauro Roberto, esteve na sede do Rondoniaovivo, nesta terça-feira (07), onde conversou com o jornalista Ivan Frazão, sobre diversos temas envolvendo as finanças estaduais. Ele também aproveitou para anunciar a candidatura dele para conselheiro, no Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (IPERON).
Perguntado sobre a situação financeira do Estado, Mauro afirmou que Rondônia se encontra em uma posição bem confortável, quando à arrecadação de imposto. Porém, avaliou, isso não é o bastante para manter a máquina pública funcionando de forma eficiente.
“A arrecadação própria do Estado está muito bem. Estamos com seis meses de incremento na arrecadação, todos os meses temos um aumento em torno de R$ 100 milhões na arrecadação a mais que o previsto. Mas isso, não significa que o Estado esteja em uma situação boa. Não basta você arrecadar, é preciso saber como se gasta o recurso. Se não houver compromisso com o gasto público e recurso público no como se gasta e no que gasta, não há quantidade de recurso que vá resolver o problema de Rondônia e, quiçá, do país”, declarou.
Responsabilidade
Mauro disse ainda que essa contradição em Rondônia entre o que o Estado arrecada e a reclamação por parte da administração estadual de que faltam recursos para investimentos, se deve a forma como são feitos os gerenciamentos.
“Por exemplo, nós, da Sefin, temos veículos da fiscalização que estão parados por falta de combustível. Talvez, tenhamos que ter uma atenção especial para a gestão. Em ano eleitoral, parece que todo dinheiro que aparecer é pouco. Existe uma loucura atrás de recursos e emendas que, às vezes, acaba comprometendo a própria situação financeira do Estado”, observou.
Com as eleições de 2026 se aproximando, uma pergunta ronda a mente da população rondoniense: qual será a situação que o próximo governador vai encontrar ao assumir o comando de Rondônia em 2027? Para o presidente do Sindafisco, com base na experiência dele atuando há mais de 30 anos como auditor fiscal, os sinais não são nada animadores.
“Normalmente, quando termina um governo que começa outro, quem entra não costuma pegar um quadro muito bom. Até porque, aquele que está saindo faz questão de gastar tudo para não deixar nada para o próximo governo. Já existe uma rivalidade natural e também aquela tendência de querer resolver todos os problemas particulares e esquecer do Estado, da continuidade e do compromisso com a população. Espero que não aconteça esse ano, mas o que ocorreu nos últimos anos é isso. Na maioria das vezes, quem assume precisa de um tempo para saber em que situação o Estado se encontra. Nós esperamos que, dessa vez, a classe política tenha responsabilidade. A nossa parte estamos fazendo para resolver essa questão financeira de Rondônia”, alertou.