As mulheres tem mais expectativas de vida do que os homens e isso faz a diferença
Foto: Reprodução
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Dados do Censo 2022 mostram que a capital de Rondônia segue uma tendência nacional: há mais mulheres do que homens na população. Na cidade, a diferença é de cerca de 8 mil a 10 mil mulheres a mais, cenário que também se repete em outras capitais da Amazônia Legal.
O fenômeno não é isolado. Em Belém, a diferença chega a aproximadamente 83 mil mulheres a mais que homens. Já em São Luís são cerca de 71 mil, enquanto Manaus registra cerca de 66 mil. Em Cuiabá, o número é de aproximadamente 19 mil. Mesmo em capitais com menor diferença, como Boa Vista e Porto Velho, o padrão se mantém.
No cenário nacional, o Brasil possui cerca de 6 milhões de mulheres a mais que homens, com uma proporção média de aproximadamente 94 homens para cada 100 mulheres.
A explicação está em três fatores principais. O primeiro é a maior mortalidade masculina. Homens morrem mais cedo, principalmente por causas externas como violência e acidentes, o que reduz sua presença ao longo do tempo.
O segundo fator é a maior expectativa de vida feminina. As mulheres vivem mais, o que amplia a diferença nas faixas etárias adultas e idosas.
Por fim, há uma inversão demográfica ao longo da vida. Embora nasçam mais homens do que mulheres, essa vantagem inicial é perdida ao longo dos anos devido às taxas mais altas de mortalidade masculina.
Esse desequilíbrio gera impactos diretos. No mercado de trabalho, influencia a composição da força produtiva. Nas relações sociais, altera dinâmicas familiares e afetivas. Já nas políticas públicas, exige ajustes em áreas como saúde, segurança e assistência social.
O dado é simples, mas o efeito é estrutural: o Brasil e especialmente suas capitais está se tornando cada vez mais feminino. Ignorar isso significa planejar cidades para uma realidade que já não existe.
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