Réu já acumula penas que somam mais de 70 anos de reclusão e ainda possui outros processos em andamento
Foto: Divulgação
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Cleuton Gomes Pereira, conhecido pelo apelido "Frajola", foi transferido nesta segunda-feira (13) para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. A movimentação, realizada em caráter emergencial e cautelar, atende a um pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Gaeco.
Apesar de estar preso desde 2017 no sistema prisional capixaba, investigações apontam que Cleuton mantinha influência ativa sobre o crime organizado. Segundo o MPES, ele utilizava visitas e recados estratégicos para enviar ordens a membros do Primeiro Comando de Vitória (PCV) que atuam nas ruas.
A ida para uma unidade de segurança máxima federal tem como objetivo principal:
Isolamento: Interromper a comunicação do detento com o meio externo.
Desarticulação: Enfraquecer a estrutura da facção criminosa.
Segurança Pública: Conter a escalada de violência em regiões de disputa de tráfico.
"Frajola" é apontado como uma das principais lideranças do PCV, com forte base na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha (ES). O grupo criminoso é alvo da Operação Telic e investigado por uma série de crimes graves:
Tráfico de armas e drogas;
Homicídios e lavagem de dinheiro;
Corrupção de agentes públicos;
Uso de redes sociais para recrutamento e demonstração de poder.
O réu já acumula penas que somam mais de 70 anos de reclusão e ainda possui outros processos em andamento. A permanência de Cleuton no sistema penitenciário federal foi solicitada por um período de até três anos, com possibilidade de renovação conforme a necessidade das autoridades e a legislação vigente.
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