PROVEDOR DE INTERNET: 'Nós vamos atacar noite e dia senão fechar acordo', diz grupo criminoso

Mensagem foi enviada para uma das empresas provedora de internet na capital

PROVEDOR DE INTERNET: 'Nós vamos atacar noite e dia senão fechar acordo', diz grupo criminoso

Foto: Rondoniaovivo

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Criminosos agindo com extrema ousadia e afronta às forças de segurança do Estado enviaram mensagem ameaçadora para uma empresa do ramo de provedor de internet nesta quinta-feira (22) na capital de Rondônia.
 
O prédio da empresa foi alvo de ataque incendiário nesta semana por criminosos que jogaram coquetel molotov, mas por sorte o fogo não se alastrou.
 
Uma ocorrência de tentativa de extorsão foi registrada pela Polícia Militar nesta quinta.
 
"Boa tarde queremos fechar uma parceria dentro do estado de rondonia no tocante a exclusividade do fornecimento de internet,, vcs estão sabendo dos últimos ocorridos nos estado, estamos dispostos a fechar acordos e trazer benefícios tanto pra vcs fornecedores,, quanto pra nos que estamos controlando o estado hoje uma fechado o acordo vcs terão paz e segurança pra trabalhar,, nos vamos atacar noite e dia os que se opor ao nosso trabalho",  diz a mensagem na íntegra enviada pelo grupo criminoso.
 
Em Porto Velho foram registrados seis ataques a provedores de internet nas últimas duas semanas e as forças de segurança estão em busca de prender os envolvidos. 
 
Dois deles já foram presos com coquetéis molotov enquanto tentavam fazer ataque na zona Leste.
 
Denúncias sobre criminosos envolvidos em ondas de ataques incendiários podem ser feitas via 197 da PC ou 190 da PM.
 
Não se trata de um acordo legal, mas sim de uma prática de extorsão e dominação territorial por facções criminosas. 
 
Os principais pontos sobre essa atuação são:
 
— Taxa e Monopólio ("CV Net"): O Comando Vermelho expulsa provedores regulares de áreas dominadas e obriga moradores e empresas locais a assinarem um serviço de internet clandestino, muitas vezes chamado informalmente de "CV Net".
— Ameaças e Vandalismo: Provedores de internet que se recusam a pagar "pedágio" para operar nessas regiões têm equipamentos vandalizados, carros incendiados e funcionários ameaçados de morte.
— Expansão: Essa prática tem sido registrada principalmente no Rio de Janeiro, Ceará e Pará, competindo com a venda de drogas como fonte de lucro para o grupo.
— Riscos ao Consumidor: Além de pagarem por um serviço ilegal, os moradores ficam sujeitos ao controle total da rede pelos criminosos, incluindo a exposição de dados pessoais. 
 
Em resumo, é um cenário de dominação forçada onde a facção atua como provedora ilegal para obter recursos financeiros e controle de informações. 
 
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