PREJUÍZO MILIONÁRIO: Produtores cercam frigorífico em Guajará-Mirim e cobram mais de R$ 9 milhões

Pecuaristas alegam que o frigorifico fechou sem dar satisfações e nem previsão de pagamentos de venda de gado

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O fechamento repentino do Frigorífico Raminux, em Guajará-Mirim (RO), mergulhou produtores rurais da região em um cenário de desespero e insegurança financeira. Na manhã de quarta-feira (7), mais de 30 pecuaristas de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e outros municípios se concentraram em frente à unidade para cobrar o pagamento de valores que, segundo eles, já ultrapassam R$ 9 milhões. Depois disso, a vigília e a busca de informações segue para sanar o enorme prejuízo.
 
Os produtores afirmam que o montante é referente a abates de gado já realizados, com animais entregues ao frigorífico, mas sem que os pagamentos tenham sido efetuados. Os atrasos se acumulam há semanas e, em alguns casos, há meses, sem que a empresa apresente explicações claras ou um cronograma de quitação das dívidas.
 
A mobilização foi marcada por tensão, revolta e indignação. Muitos pecuaristas relatam que a falta de pagamento comprometeu completamente o fluxo de caixa das propriedades. Sem os recursos esperados, produtores dizem enfrentar dificuldades para pagar funcionários, honrar financiamentos bancários, adquirir ração e manter as atividades básicas nas fazendas.
 
Em vídeos que circulam na internet, os produtores relatam os prejuízos. “Entregamos o gado, cumprimos nossa parte. Agora estamos sem resposta, sem dinheiro e com contas vencendo”, relatou um dos manifestantes. Segundo os produtores, alguns já recorrem a empréstimos emergenciais para evitar o colapso das operações, enquanto outros temem perder propriedades dadas como garantia em financiamentos rurais.
 
O impacto do calote é considerado grave para a economia local, fortemente dependente da pecuária. Além dos prejuízos diretos aos produtores, o fechamento do frigorífico afeta trabalhadores, transportadores e toda a cadeia produtiva do setor, ampliando os reflexos sociais da crise.
 
Até o fechamento desta reportagem, o Frigorífico Raminux não havia divulgado nota oficial, nem apresentado explicações sobre os atrasos ou um plano para regularizar os pagamentos. O silêncio da empresa aumentou a apreensão entre os pecuaristas, que afirmam estudar medidas judiciais e novas mobilizações caso não haja uma solução imediata.
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