DICAS: Duas minisséries surpreendentes e um filme de impacto - Por Marcos Souza

Final de semana chegou e seguem algumas dicas para quem curte assistir um filme ou uma minissérie de impacto e que seja pura diversão escapista. Desestressa e emociona

DICAS: Duas minisséries surpreendentes e um filme de impacto - Por Marcos Souza

Foto: Divulgação

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Vamos às dicas, só coisa boa:
 
ESCAPE ROOM (2019)
 
 
Filmaço que está disponível na Amazon Prime Vídeo. Um misto de ter-ror, suspense, ação, mistério, enigmas e seis pessoas com traumas do passado presas num jogo real em que tem que escapar de salas e/ou ambientes adversos que remete ao passado de alguns deles, princi-palmente suas fobias.
 
O filme já inicia com quase um spoiler envolvendo um dos personagens ao tentar escapar de um dos ambientes da parte final do filme. Depois tem um corte brusco e um retorno no tempo, onde o filme vai focar em três personagens que depois vão se encontrar com outros três em uma empresa que está oferecendo 10 mil dólares para participarem de um jogo.
 
Assista, não tem como prosseguir sem contar as inúmeras surpresas e reviravoltas que vão ocorrendo.
 
O filme poderia ter soluções fáceis, mas não é assim. O roteiro é inteligente, consegue passar um mis-tério que vai se mostrando perigoso e absurdo, incluindo segredos obscuros de alguns personagens e que ditam sua personalidade e o próprio comportamento em relação aos outros para escapar das sa-las/ambientes - que são mortais.
 
 
 
UM PESADELO AMERICANO (2024)
 
 
Prepare o seu psicológico e a sua indignação, já está disponível há algum tempo no catálogo da Netflix a ótima minissérie documental em três episódios, "Um Pesadelo Americano", de um caso que ganhou notoriedade nos Estados Unidos, em 2015 - ficou conhecido pejorativamente como "Gone Girl". Realizado pelos mesmos realizadores do também óti-mo "O Golpista do Tinder".
 
No dia 23 de março de 2015, na cidade de Vallejo, Califórnia, um rapaz chamado Aaron Quinn ligou para a emergência para informar à polícia que ele e sua namorada, Denise Huskins, haviam sido ata-cados em sua casa no dia anterior e que Huskins havia sido sequestrada.
 
Para a polícia a narrativa de Aaron era muito fantasiosa, contada em detalhes, pois ele informa que um intruso havia invadido sua residência por volta das 3 da manhã, amarrado os dois, os drogado - ele cita até os nomes dos dois medicamentos que foi obrigado a tomar - e depois ter levado Huskins como refém para pagamento de resgate de 15 mil dólares.
 
O relato tem outras peculiaridades do intruso, como uso de feixe de laser, óculos de natação e até a instalação de uma câmera para vigiar Quinn, pois ele não poderia avisar a polícia ou sair da casa.
No primeiro episódio o foco é o namorado e como os investigadores agem diante da história de Quinn. Eles o acusam de matar a namorada e utilizam artificios para que confesse o crime. O principal foco da polícia é entender por que Aaron demorou 12 horas para acionar a polícia depois que o se-questrador levou Huskins.
 
Ao final do episódio vem uma virada que leva ao segundo episódio.
 
Eu queria poder estender, mas não vou, pois como eu não conhecia a história me surpreendi com as reviravoltas do caso. Não vou antecipar nenhum spoiler.
 
O segundo episódio mostra o lado que vai corroborar a narrativa de Quinn e ainda assim a polícia vai insistir em seguir sua linha de investigação totalmente equivocada. Levando a mídia a fazer um pré julgamento da sequestrada principalmente.
 
O terceiro episódio é o plot twist de toda a investigação, com a revelação do sequestrador, motiva-ções, porém a peça fundamental para que o caso tenha uma reviravolta surreal é uma policial que vai dar sustentação aos depoimentos de Quinn e provar que a polícia que investigava o caso estava indo por um caminho tão absurdo, que vai causar revolta e nojo.
 
Se você assistiu ao ótimo "Garota Exemplar" (2014), filme de suspense do diretor David Fincher, que relata o falso sequestro de uma mulher para afetar e destruir a vida do seu companheiro, manipulando a mídia e os familiares. O filme é citado e muito aqui nesse caso até mesmo pelos investigadores, que o usam como base da sua investigação. É algo tão absurdo e crível, que a redenção da história está quando ao final do minissérie você verifica o que aconteceu com os envolvidos, após a solução.
 
É um dos casos mais revoltantes sobre má conduta de policiais e os documentaristas sabem conduzir a narrativa de forma íntegra, com entrevistas das pessoas envolvidas - com excessão dos policiais, que se recusaram. O FBI tem uma história curiosa na investigação, para pior.
no final.
 
 
O HOMEM DAS CASTANHAS (2021)
 
 
Em 1987 numa área rural da Dinamarca um veterano policial vai verificar a ocorrência de uma vaca que escapou de uma fazenda, ao chegar no local percebe um porco jogado no quintal, morto a tiro, quando entra na casa um cheiro desagradável toma conta do ambiente. Logo percebe um corpo de uma adolescente na cozinha, no meio de uma poça de san-gue, mais adiante um rapaz morto, e depois uma mulher, dentro da banheira, próximo a ela um meni-no sujo de sangue e ainda vivo, em choque. Diante do massacre o policial pede reforço. Indo até o porão ele encontra uma menina debaixo da mesa tremendo de medo. O veterano agente tenta ajudar até ser surpreendido por um ataque traiçoeiro.
 
Em cima da mesa, suja, dezenas de castanhas em formato de bonecos parecem ter vida.
 
Não. Apenas bonecos. Encerra o prólogo e estamos nos dias atuais, mais de 30 anos depois. Cope-nhague amanhece com um crime brutal. 
 
Assim começa a série de seis episódios "O Homem das Castanhas", suspense policial da Netflix, que chega ser quase de terror.
 
Com censura de 18 anos, "O homem das castanhas" é baseada no romance do escritor Søren Sveis-trup, mesmo criador do romance policial que inspirou o brilhante seriado "The Killing - Além de um Crime" - o que explica a estrutura narrativa da série ser quase idêntica, como manter uma dupla de detetives a frente do caso e que possuem problemas pessoais.
 
O capricho da produção é notável, com clima sombrio, onde a belíssima cidade de Copenhague ajuda com um tom soturno e a fotografia limpa, passeia por longo planos e cortes rápidos permitindo uma dinâmica da ação com o suspense, por vezes sufocante.
 
Se você assistiu filmes clássicos como "O silêncio dos inocentes" e "Seven" e adora, essa série é um prato cheio. Tecnicamente brilhante.
 
O plot twist - com a virada do roteiro para identificar a verdadeira identidade do assassino - é inespe-rado e traz um contexto da investigação que faz a liga para todos os mistérios apresentados.
O final tem uma outra revelação inesperada.
 
A série é importante por trazer a tona questões como pedofilia, abuso infantil e ter a coerência de ser um roteiro muito bem feito onde a ficção tem características da vida real, sem poupar o fôlego para quem assiste.
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