Ribeirinhos também estão sofrendo com seca do Rio Madeira e pedem auxílio das autoridades para que tenham acesso à água potável
Foto: Site outraspalavras.net
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A estiagem que está impactando o Rio Madeira já causou a escassez de água para aproximadamente 15 mil moradores que vivem às margens do rio. Recentemente, essa situação começou a afetar também áreas urbanas de Porto Velho, conforme informações da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).
Os habitantes das zonas Leste e Sul da capital, que dependem do abastecimento por meio de poços tubulares, estão enfrentando dificuldades para acessar água.
Para tentar suprir a demanda, a Caerd está mobilizando caminhões-pipa para transportar água diretamente das estações de tratamento para essas regiões. No entanto, segundo o que foi repassado ao Rondoniaovivo, não há uma previsão precisa de quando a oferta de água será restaurada ao seu funcionamento regular.
Lauro Fernandes, diretor técnico da Caerd, explicou: “Ainda não temos números ou datas específicas para a normalização da situação, pois estamos lidando com fenômenos naturais para os quais não estávamos preparados”.
Ele também destacou que em algumas partes do estado, as fontes de água da Companhia perderam quase metade de sua produção devido à seca histórica do Rio Madeira, tornando mais desafiadora a tarefa de extrair água para o tratamento.
Fernandes acrescentou: “Porto Velho recebe água tanto do sistema de tratamento central quanto de poços tubulares profundos. Com a significativa baixa do Rio Madeira, nossos equipamentos estão sobrecarregados para obter água, o que está prejudicando todo o sistema. Estimamos uma perda de 10% a 15% da água que normalmente extrairíamos do Rio Madeira”.

Rio Madeira com menos de 1,2 metro dificulta captação de água para abastecimento em Porto Velho e ainda dificulta vida de ribeirinhos - Foto: Leandro Morais/Prefeitura de Porto Velho
Ribeirinhos
Além disso, as comunidades ribeirinhas, que dependem da água de poços amazônicos, estão sofrendo com a secagem de sua única fonte de água limpa. Segundo a Caerd, cerca de 15 mil pessoas nas regiões ao longo do Rio Madeira estão sendo afetadas pela falta de água.
Lauro Fernandes ressaltou a situação das comunidades ribeirinhas: “Uma grande parte dessa população, que totaliza aproximadamente 15 mil pessoas, utiliza poços tubulares profundos ou poços amazônicos. Com a diminuição do lençol freático, a extração de água está sendo seriamente prejudicada, afetando o abastecimento de água para consumo humano”.
Nas últimas semanas, o Rio Madeira atingiu níveis historicamente baixos devido à seca que afeta toda a região Norte do Brasil, transformando sua vasta extensão de água em grandes bancos de areia e formações rochosas no meio do rio.
Apelo
“Triste a situação do povo ribeirinho. O povo já vem sofrendo com a escassez de água para beber, fazer seus alimentos e também para a higiene pessoal e de seus familiares. Conheço famílias que têm que ir buscar água em lugares absurdamente distantes para beber e cozinhar. São pessoas simples, humildes, que muitas vezes não tem condições de comprar o alimento, mas é obrigado a tirar casa centavo para comprar gasolina para se deslocar atrás de água. Cadê os governantes nesse momento para dar assistência às famílias ribeirinhas?!”, desabafou uma mulher que se identificou como Fábia em contato com o Rondoniaovivo.
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