A Petrobras confirmou na segunda-feira (17) a presença de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.
A descoberta foi anunciada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, e reforça as expectativas sobre o potencial petrolífero da Margem Equatorial brasileira.
O poço está situado a cerca de 175 quilômetros da costa do município de Oiapoque, em águas ultraprofundas.
A perfuração deve ser concluída em aproximadamente 20 dias.
A partir dos dados obtidos, a Petrobras ainda precisará avaliar a quantidade de petróleo encontrada, a qualidade do reservatório e a viabilidade econômica de uma eventual produção comercial.
A confirmação ocorre poucos dias depois de a estatal identificar a presença de hidrocarbonetos durante a perfuração, na sexta-feira (14).
O resultado abre uma nova etapa de estudos para determinar as características e o tamanho da acumulação encontrada.
A Petrobras também pretende perfurar outros três poços no mesmo bloco, mas a continuidade das atividades dependerá da obtenção das autorizações ambientais necessárias.
A exploração da Margem Equatorial ganhou importância estratégica para a Petrobras diante da perspectiva de declínio da produção do pré-sal na próxima década.
Segundo a estatal, o pico de produção do pré-sal é esperado entre 2034 e 2035, o que aumenta a busca por novas fronteiras exploratórias capazes de sustentar a produção brasileira no longo prazo.
Apesar da confirmação de petróleo, a descoberta ainda não significa que exista uma nova reserva comercialmente viável.
Serão necessários novos estudos, avaliações técnicas e etapas de delimitação antes de qualquer decisão sobre desenvolvimento e produção.
A Bacia da Foz do Amazonas integra uma das áreas consideradas estratégicas da Margem Equatorial, que se estende pelo litoral dos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
A região, porém, também envolve debates ambientais e exige licenciamento para o avanço das atividades de exploração.