DESTRUIÇÃO: Floresta pega fogo em Rondônia e Sedam não divulga informações corretas

Rondoniaovivo está questionando a secretaria desde o início da semana, mas até o momento, não recebeu dados corretos sobre multas envolvendo queimadas

DESTRUIÇÃO: Floresta pega fogo em Rondônia e Sedam não divulga informações corretas

Foto: Arquivo Governo de Rondônia

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Rondônia registra somente nesta sexta-feira (20), 3.402 focos de queimadas em todo o estado. Os números são de apuração do Rondoniaovivo.
 
A triste liderança da destruição das matas rondonienses fica com Porto Velho (1.122), Cujubim (700), Candeias do Jamari (627) e Nova Mamoré (382).
 
Entre os municípios de Porto Velho e Candeias, as queimadas chamam a atenção na região da Floresta Nacional do Jacundá, que registra 544 pontos de chamas. 
 
O número segue alto e mais preocupante que na última terça-feira (17), quando foram registrados 403 locais pegando fogo na floresta.
 
Sedam enrola na informação
 
O Rondoniaovivo procurou a secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), desde o início da semana para responder as ações da pasta no combate as queimadas nas matas do estado.
 
Entretanto, o jornal está tendo dificuldades no acesso à informação precisa das ações da Sedam, neste quesito. A reportagem buscou saber quantas autuações foram registradas por queimadas no estado, visto que a fumaça proveniente da zona rural atinge há diversos dias, as regiões urbanas dos municípios.
 
A secretaria respondeu ao Rondoniaovivo que 418 autuações foram registradas somente em 2021 por queimadas e desmatamentos ilegais. A resposta descentraliza o foco principal e abrange para todo o desmatamento, o que pode haver divergências nos dados, uma vez que os desmatamentos ilegais são práticas recorrentes durante todo o ano, já os focos de fogo não.
 
A cobrança na informação dos dados da Sedam, busca expor as ações de criminosos que utilizam do fogo para finalizar o desmatamento, e, desta forma, vetar estas práticas.
 
A fumaça em tempos de Covid-19, segundo especialistas, gera consequências absurdas principalmente aos idosos, que são os mais afetados pelo SARS CoV-2 e pelas doenças crônicas. Também preocupa a situação das populações indígenas e ribeirinhas.
 
Um mês de estiagem
 
Em Porto Velho, o período do verão amazônico tende a ser mais letal para o meio ambiente, isso porque a seca domina a região e a baixa umidade se estabiliza. Desde o dia 18 de julho, a capital rondoniense não registra chuva, completando mais de um mês de estiagem. A informação é do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
 
De acordo com o órgão, neste fim de semana, existe uma possibilidade de chuva isolada, mas as chances são mínimas. 
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