Mutirões de cirurgias ortopédicas no HB devem reduzir tempo de espera

No total, nesta etapa, 35 cirurgias – de joelho e quadril -, foram feitas pela equipe do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Mutirões de cirurgias ortopédicas no HB devem reduzir tempo de espera

Foto: Divulgação

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O governo de Rondônia encerrou na sexta-feira (3) mais um mutirão de cirurgias ortopédicas. A meta é diminuir em mais de 60% a fila de espera no Estado. Todas as cirurgias foram realizadas no Hospital de Base Ary Pinheiro (HB), em Porto Velho.

No total, nesta etapa, 35 cirurgias – de joelho e quadril -, foram feitas pela equipe do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Luiz Eduardo Maiorquin, a medida faz parte do programa de aceleração de cirurgias eletivas implantado pelo governo de Rondônia. Ele explica que uma verdadeira força-tarefa formada por médicos especialistas vem desafogando a fila em Rondônia. A equipe do Into é comandada pelo médico José Luiz Ramalho Neto.

Maiorquin explica que a iniciativa é necessária devido à falta de profissionais para esta área em todo o país. Além disso, há um agravante para este tipo de trauma: os acidentes de trânsito. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) apontam que para cada dez pessoas internadas esperando cirurgias ortopédicas, pelo menos oito são vítimas do trânsito em Porto Velho e cidades do interior de Rondônia.

Os números foram confirmados ano passado, durante ampla campanha “Sobreviventes”, realizada pelo governo de Rondônia, alertando para o crescente índice de pessoas mutiladas, vítimas de acidentes de trânsito. Os números apontam, também, que as motos lideram em traumas.

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Segundo Luiz Eduardo Maiorquin, levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde (MS) sobre internações hospitalares e gastos com tratamento mostram que o Brasil enfrenta “uma epidemia” de acidentes de trânsito. Em todo pais, em 2015, foram internadas em hospitais da rede pública mais de 160 mil vítimas de acidentes de trânsito, o que gerou um gasto estimado de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Este número pode ser bem maior neste ano, considerando o crescimento dos acidentes na maioria das cidades do país.

Pacientes das alas de ortopedia receberam ano passado orientações, dicas e palavras de incentivos sobre a importância da vida. O serviço foi prestado pela coordenadoria de educação para o trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A equipe, formada por oito profissionais, percorreram todas as enfermarias. Muitos pacientes se emocionaram com as palavras de carinho levadas pela equipe. A ação pode ser repetida este ano.

A ideia do projeto, além de orientar os pacientes sobre a importância da educação no trânsito, tem como objetivo mostrar para a população o reflexo da imprudência no Sistema Único de Saúde (SUS), explica o diretor-geral do HB, Nilson Paniágua.

A agravante é que, do total das internações, praticamente a metade – 48% – envolveu motociclistas. Este índice em Rondônia é bem maior. Para o MS, isso caracteriza uma situação epidêmica, e as causas mais comuns são: direção perigosa e condução das motos por pessoas alcoolizadas, por isso que o governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), buscar a conscientização da população sobre os reflexos que os acidentes trazem ao SUS.

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