Os vazamentos normalmente começam a partir de falhas de segurança
Foto: Magnific
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Dados pessoais como CPF, telefone, endereço e senhas se transformaram em uma das principais moedas da economia do crime digital. Informações de milhões de brasileiros são comercializadas ilegalmente em fóruns clandestinos, grupos privados e ambientes da chamada Dark Web.
Segundo o advogado especializado em Direito Digital, Alex Terras, os vazamentos normalmente começam a partir de falhas de segurança, ataques hackers ou erros humanos dentro das próprias organizações.
“Boa parte dos incidentes começa com erros simples, como um funcionário que clica em um e-mail falso ou utiliza uma senha fraca. Após obter acesso, os criminosos extraem grandes volumes de informações. Hoje existe um verdadeiro ecossistema criminoso, onde grupos especializados invadem sistemas e revendem esses dados para outros criminosos”, afirma.
Engenharia do crime digital
Após o roubo, as informações passam por uma cadeia organizada: são separadas por categorias, verificadas e revendidas para grupos que aplicam golpes financeiros, abrem contas em nome de vítimas, solicitam empréstimos e utilizam técnicas de engenharia social por telefone, WhatsApp e e-mail.
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O valor dos dados varia conforme a quantidade e o nível de informação disponível. Segundo Alex Terras, um conjunto básico com CPF, nome e endereço pode custar entre R$ 20 e R$ 50, enquanto pacotes mais completos, com documentos, telefone e outros dados pessoais, podem chegar a centenas de reais.
“É possível adquirir desde um único CPF até bases contendo milhões de registros de pessoas físicas ou empresas. Uma única base pode ser revendida diversas vezes, gerando lucro contínuo para organizações criminosas”, explica o advogado.
Um dos casos mais graves ocorreu em 2021, quando dados de aproximadamente 223 milhões de brasileiros foram expostos, no maior vazamento de informações pessoais já registrado no país. Foram divulgados nomes, CPFs, endereços, telefones, fotos, dados de crédito e informações de veículos.
Na época, as informações foram colocadas à venda em fóruns online e a Polícia Federal investigou suspeitos envolvidos na obtenção e divulgação das bases.
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O que fazer para proteger os dados
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam trocar senhas com frequência, ativar autenticação em dois fatores, monitorar o CPF, consultar registros financeiros e desconfiar de mensagens ou ligações que utilizem dados pessoais para tentar convencer a vítima.
Empresas também precisam reforçar a proteção com criptografia, atualização de sistemas, monitoramento de vulnerabilidades, treinamento de funcionários contra golpes e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Além dessas ferramentas, alguns sinais podem indicar que seus dados estão sendo utilizados indevidamente, como:
A primeira hora é a mais crítica. Os criminosos exploram os dados rapidamente para aplicar golpes.
As recomendações imediatas são:
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