Rondônia alcançou nota 3,1, em uma escala que vai até 5, no ranking nacional das condições das vias rodoviárias, divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Com esse resultado, as estradas do estado são classificadas como medianas, refletindo um cenário de infraestrutura que ainda enfrenta desafios, especialmente nas rodovias estaduais, frequentemente alvo de reclamações por parte de motoristas e transportadores.
O levantamento mostra que São Paulo lidera o ranking, com nota 4,3, indicando melhor qualidade da malha rodoviária do país. Na outra ponta, estados das regiões Norte e Nordeste concentram as piores avaliações, com destaque negativo para o Acre, que obteve nota 1,8. O estudo evidencia grandes disparidades regionais na infraestrutura rodoviária brasileira, mesmo após a ponderação pela extensão das rodovias analisadas.
Em Rondônia, apesar da avaliação intermediária, a percepção de usuários aponta para problemas recorrentes de conservação, como buracos, desgaste do pavimento e sinalização inadequada, sobretudo nas rodovias estaduais. Esses fatores impactam diretamente a mobilidade, a segurança viária e o escoamento da produção, atividade essencial para a economia local.
Rodovias em boas condições contribuem para a redução do tempo de viagem, aumentam a confiabilidade das entregas e diminuem perdas operacionais, elevando o nível de serviço do transporte rodoviário de cargas. Em contrapartida, vias degradadas elevam os custos com manutenção de frota, consumo de combustível, pneus, seguros, além de aumentar os riscos de atrasos e avarias, pressionando o valor do frete e a eficiência das cadeias logísticas.
O resultado da CNT reforça a importância de investimentos contínuos em manutenção e infraestrutura, especialmente em estados estratégicos para o transporte de cargas no Norte do país. A melhoria da malha rodoviária é apontada como fator decisivo para a competitividade econômica e a integração regional. O ILOS seleciona e acompanha os principais indicadores logísticos do Brasil.