Dados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 revelam um cenário preocupante na formação médica no país. Segundo o levantamento, 38,8% dos formandos de cursos de medicina da rede privada não atingiram a proficiência mínima exigida para o exercício da profissão. Rondônia foi um dos estados com faculdades de medicina com notas baixíssimas na avaliação do Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, 24.487 estudantes de instituições particulares participaram da avaliação. Desses, 9.489 não alcançaram a nota mínima de 60 pontos, em uma escala que vai de zero a 100. O resultado indica que quase quatro em cada dez futuros médicos avaliados não demonstraram domínio suficiente dos conhecimentos considerados essenciais.
O desempenho foi divulgado conjuntamente pelos ministérios da Educação (MEC) e da Saúde, responsáveis pela aplicação e acompanhamento do exame. A proposta do Enamed é aferir a qualidade da formação médica no Brasil e contribuir para o aprimoramento do ensino, além de oferecer subsídios para políticas públicas na área da saúde.
Os números reforçam a necessidade de maior rigor na abertura e fiscalização de cursos de medicina, especialmente no setor privado, bem como investimentos na qualidade do ensino, na estrutura acadêmica e na formação prática dos estudantes.
O Enamed 2025 marca a primeira edição do exame e deve servir como parâmetro para avaliações futuras, ampliando o debate sobre a formação médica e a segurança da população que depende dos serviços de saúde.