Homenagem a John Huston e Humphrey Bogart - Por Humberto Oliveira

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Foto: Divulgação

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É fato. Muitos cineastas têm seus atores prediletos e com quem trabalharam inúmeras vezes. Martin Scorsese tem Robert De Niro; John Ford tinha John Wayne; Marcelo Mastroiani era o altergo de Frederico Fellini; Toshiro Mifune o do mestre Akira Kurosawa e para John Huston, sem dúvida, era Humphrey Bogart. 
 
 
 
John Huston, um dos grandes nomes da história do cinema.
 
John Huston estreou como diretor com o clássico "Relíquia Macabra", também conhecido como "O Falcão Maltês". Ele escreveu a adaptação do livro de Dashiell Hammett e legou ao cinema um dos melhores filmes de detetive já realizados. Não apenas uma história de detetive, mas uma trama inteligente, com diálogos afiados e elenco perfeito. E lembrem que Huston era apenas um estreante.
 
Humphrey Bogart no clássico noir Relíquia macabra, escrito e dirigido por John Huston.
 
Sam Spade é o famoso detetive criado por Hammett. Cínico e ardiloso, Spade não poderia ter ganhado um intérprete melhor. Ninguém menos que Humphrey Bogart, simplesmente perfeito no papel que o transformaria em astro de primeira grandeza de Hollywood. Tudo no longa-metragem funciona.
 
Além de Bogart, Huston escalou os excelentes Peter Lorre como o afetado e traiçoeiro Joel Cairo. Oriundo do teatro, Sidney Greenstreet também dá um show em seu primeiro papel no cinema, como Kasper Gutman, o obcecado "empresário" em busca do Falcão Maltês. 
 
Bogart, Peter Lorre, Mary Astor e Sidney Greenstreet e o falcão   de Relíquia macabra
 
Como todo bom filme do gênero "Relíquia Macabra" tem uma mulher fatal: Mary Astor como a traiçoeira e sedutora Brigid O'Shaughnessy, ou Ruth Wonderly. É ela a personagem que dá início à trama envolvendo Sam Spade numa sucessão de mentiras e mistérios que culminam num final surpreendente.
 
O livro havia sido adaptado duas vezes e ambas as produções resultaram em fracassos de bilheteria. Huston não cometeu os erros dos cineastas anteriores e entregou ao público uma excelente adaptação da obra de Hammett.
 
Sucesso de crítica e público, "Relíquia Macabra" transformou John Huston em um dos melhores diretores do cinema norte-americano. Inclusive, com Bogart, Huston realizou outras produções, dentre elas, "Paixões em Fúria", "Uma Aventura na África", pelo qual o ator ganhou o único Oscar da carreira, e a obra-prima "O Tesouro de Sierra Madre", também estrelado por Bogart.
 
"O Tesouro de Sierra Madre", é um daqueles inesquecíveis clássicos da história do cinema: um estudo extraordinário sobre a ambição humana.
 
Humphrey Bogart, Tim Holt e Walter Huston, pai de John Huston em O tesouro de Sierra Madre. Huston ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação.
 
Três homens saem em busca de ouro. Passam por muitos problemas e, quando encontram o que tanto procuravam, um deles, vivido por Humphrey Bogart, se deixa sucumbir pela paranoia e violentamente começa a ver os companheiros como inimigos dispostos a matá-lo e ficar com o ouro que, em seu ponto de vista doentio, é somente dele.
 
Inesquecível atuação de Bogart e de Walter Huston, pai do diretor, que levou para casa o merecido Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Tim Holt também está ótimo e chegou a pensar que o filme seria sua saída das produções B para os filmes classe A. Não funcionou como Holt imaginou.
 
Humphrey Bogart movido pela ambição e desconfiança, passa a ver em Tim Holt, antes um amigo, alguém capaz de o matar para ficar com o ouro, em O tesouro de Sierra Madre.
 
 
Bogart merecia ter ganhado o Oscar para o qual foi indicado. Essa injustiça acabou reparada pela Academia quando o premiou com o Oscar de Melhor Ator por sua atuação em "Uma Aventura na África", também dirigido por Huston. Por "O Tesouro de Sierra Madre", Huston foi premiado com o Oscar de Melhor Diretor.
 
O longa ganhou uma caprichada edição dupla em DVD e depois em Blu-ray simples, mas, como a versão anterior, recheada de ótimos extras: um documentário de duas horas sobre John Huston e um documentário de quase uma hora abordando a produção do longa.
 
Junto com "Relíquia Macabra", "O Segredo das Joias" e "O Homem que Queria Ser Rei", "O Tesouro de Sierra Madre" forma um quarteto dos melhores filmes dirigidos por John Huston, ao longo de uma carreira que soma 37 produções cinematográficas.
 
Quando revejo filmes como "Relíquia Macabra" e "O Tesouro de Sierra Madre", digo sem receio que aumenta ainda mais a certeza de que o cinema perdeu a capacidade de prender minha atenção. Roteiros inteligentes se tornaram itens raros. Porém, felizmente para os cinéfilos, inventaram o DVD e o Blu-ray e o lançamento de grandes clássicos nessas mídias.
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