COROA PORTUGUESA: Cidade colonial perdida na Amazônia segue sem estrutura para turismo

A descoberta reforça a importância histórica de Rondônia dentro do processo de expansão portuguesa na Amazônia

COROA PORTUGUESA: Cidade colonial perdida na Amazônia segue sem estrutura para turismo

Foto: Reprodução Facebook

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Uma descoberta arqueológica feita em Rondônia reacendeu o interesse sobre a presença portuguesa na Amazônia do século XVIII. Em dezembro de 2024, arqueólogos brasileiros identificaram vestígios de uma antiga cidade colonial portuguesa escondida pela floresta, próxima ao município de Costa Marques.

O assentamento, com mais de 250 anos, permaneceu praticamente encoberto pela vegetação amazônica durante séculos. As pesquisas apontam que a área abrigava uma vila colonial estratégica da presença portuguesa na região de fronteira da Amazônia Ocidental.

Apesar da relevância histórica e do potencial turístico, o local ainda não possui qualquer projeto estruturado de visitação pública. Não há infraestrutura turística, sinalização, centro de visitantes, acesso preparado ou plano oficial de exploração sustentável da área

Os arqueólogos seguem realizando estudos para entender a dimensão da antiga ocupação, os hábitos dos moradores e a importância econômica e militar do povoado durante o período colonial.

A descoberta reforça a importância histórica de Rondônia dentro do processo de expansão portuguesa na Amazônia, especialmente em regiões próximas ao vale do rio Guaporé, onde Portugal e Espanha disputavam território durante o período colonial.

Pesquisadores acreditam que novos achados podem surgir à medida que as escavações avancem. Objetos, estruturas e vestígios da vida cotidiana ainda estão sendo catalogados.

Mesmo despertando curiosidade e potencial interesse turístico, especialistas alertam que qualquer abertura ao público exigiria planejamento rigoroso para evitar degradação ambiental e danos ao patrimônio arqueológico.

Por enquanto, a chamada “cidade perdida da Amazônia” permanece cercada de mistério, conhecida apenas por pesquisadores e moradores da região, longe dos roteiros turísticos tradicionais do país.

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