A aposentada Sueli Pedroni, moradora de Alvorada d'Oeste (RO), tornou público um apelo para pedir ajuda à filha, que enfrenta transtorno mental grave e dependência química.
Segundo ela, apesar de um relatório médico recomendar a internação compulsória, a jovem permanece em situação de rua, exposta à violência, ao uso de drogas e a diversos outros riscos.
De acordo com Sueli, ao longo dos últimos meses ela procurou atendimento e apoio junto ao CAPS, Secretaria Municipal de Saúde, CRAS, Defensoria Pública, Ministério Público e outros órgãos públicos.
Ela relata que o psiquiatra responsável pelo acompanhamento da filha reconheceu a gravidade do caso e solicitou judicialmente a internação compulsória, mas, até o momento, a medida não foi efetivada.
A mãe afirma que o objetivo do apelo não é responsabilizar instituições ou autoridades, mas chamar a atenção para a dificuldade enfrentada por famílias que convivem com pessoas em sofrimento mental e dependência química.
Segundo ela, muitos pais e mães esbarram na falta de respostas e de acesso ao tratamento adequado.
No documento encaminhado à imprensa, Sueli destaca que a saúde mental precisa ser tratada como prioridade e defende que políticas públicas mais eficazes sejam adotadas para garantir atendimento às pessoas que necessitam de cuidados especializados.
Ao finalizar o apelo, a aposentada pede que a história de sua família sirva para dar visibilidade à realidade vivida por inúmeras outras famílias rondonienses.
"Não quero privilégios. Quero apenas que minha filha tenha acesso ao tratamento de que necessita e que nenhuma outra mãe precise passar pelo que estou vivendo", conclui.