ENTENDA: Por que o desmatamento caiu 41,8% na Amazônia?

Os órgãos ambientais conseguem identificar áreas desmatadas e direcionar operações de fiscalização

ENTENDA: Por que o desmatamento caiu 41,8% na Amazônia?

Foto: Operação/Ibama

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O desmatamento caiu 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A redução é atribuída principalmente ao reforço da fiscalização ambiental, à retomada de políticas de combate à devastação e à ampliação de medidas de proteção das florestas.

 

Um dos principais fatores foi a retomada, em 2023, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que fortaleceu as ações de monitoramento, fiscalização e combate ao desmatamento ilegal.

 

Com o uso de imagens de satélite, os órgãos ambientais conseguem identificar áreas desmatadas e direcionar operações de fiscalização. Embargos e outras sanções administrativas também dificultam a continuidade de atividades econômicas em áreas desmatadas ilegalmente.

 

Outro fator foi a ampliação e a proteção de unidades de conservação, especialmente em regiões pressionadas pela expansão agropecuária. A articulação entre o governo federal, estados e municípios também contribui para coordenar ações de prevenção e repressão aos crimes ambientais.

 

Além da fiscalização, políticas de incentivo à bioeconomia e às cadeias produtivas sustentáveis buscam criar alternativas econômicas que mantenham a floresta em pé, reduzindo a dependência de atividades associadas à derrubada da vegetação nativa.

 

Resultados e desafios

 

No período analisado, a Amazônia registrou 3.335 km² de desmatamento, enquanto o Cerrado contabilizou 5.731 km², conforme o Prodes, sistema do INPE que monitora a perda de vegetação por satélite.

 

A queda indica uma possível mudança de tendência, mas sua continuidade depende da manutenção da fiscalização, da aplicação das sanções, da proteção territorial e de investimentos em atividades sustentáveis. A redução registrada não elimina a pressão da expansão agropecuária nem os riscos de retomada da devastação.

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