O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi impedido de registrar a candidatura oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13/8), pois seu nome apareceu no sistema da Justiça como filiado ao partido Missão. O setor jurídico do Partido Liberal investiga o que aconteceu.
Apesar de inusitada, a “filiação fake” não é algo novo no Brasil e os dois mais recentes presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), já passaram por situação semelhante. O ineditismo no caso de Flávio se dá porque a filiação falsa ocorreu no dia anterior em que o candidato iria oficializar sua candidatura à Presidência.
Em 2023, o nome Lula apareceu no registro da Justiça eleitoral como filiado ao PL – partido da família Bolsonaro.
A Polícia Federal (PF) investigou o caso e descobriu que um adolescente de 13 anos, morador de Mato Grosso do Sul, foi o responsável pela filiação. A corporação concluiu na ocasião que não houve um ataque hacker à Justiça eleitoral e que a inserção de dados falsos no Sistema de Filiação Partidária (FILIA) do TSE foi o que resultou na filiação fake de Lula ao PL.
Já o “petista” Bolsonaro não chegou a constar na Justiça eleitoral, mas ele foi “filiado” ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2020, após o então presidente da República ser alvo de um ataque hacker e ter tido seus dados pessoais vazados.
Internautas divulgaram na época uma ficha virtual de filiação de Jair Bolsonaro ao PT, feita de forma on-line, e que pode ter sido realizada por qualquer pessoa maior de 16 anos não filiada a outro partido. Bolsonaro, à época, estava sem legenda política após deixar o PSL.
Porém, para que a filiação fosse concluída, seria necessária a aprovação do partido, o que não ocorreu no caso.