Nem o icônico falecido governador Jorge Teixeira de Oliveira, o Teixeirão, escapou desta sina.
Foto: Divulgação
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Dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficaram surpresos com a escassa atenção de candidatos à Presidência pelos assuntos amazônicos. Como as pessoas se revelam tanto pelo que dizem como pelo que deixam de dizer, nota-se que não é por falta de interesse, mas porque a Amazônia é complexa demais para se enquadrar nos esquemas de campanha eleitoral. O papel deles é reduzir tudo em fórmulas publicitárias simples tais como “é melhor e mais barato”.
Na verdade, eles em geral ignoram a complexidade da região e ao falar sobre a floresta e seus povos sempre caem em contradição. As equipes publicitárias dos candidatos não existem para destrinchar ou resolver problemas, mas para propor soluções grandiosas e gerais para problemas que nunca resolvem.
Veja-se, por exemplo, os candidatos que prometem lutar pela segurança pública. É uma promessa fácil de fazer, pois ninguém é contra, mas depois de eleitos a insegurança sempre aumenta mesmo quando aplicam suas melhores ideias. Quem promete lutar pela segurança pode até ter prendido um ladrão de galinhas ou batedor de carteira, mas lutar pela Amazônia implica enfrentar o crime internacional organizado e explicar porque há pobreza em uma região que deveria ser a mais rica do país.
É fácil usar a ignorância alheia para ganhar votos, mas é difícil transformar a própria ignorância em soluções.
A revisão do pedagiamento na BR-364, articulada pelo ex-senador Acir Gurgacz (PDT-RO), em Brasília, é uma esperança de melhores dias para os rondonienses. Mesmo fora do cargo, o parlamentar pedetista, bem relacionado com o presidente Lula e com os Ministros na Esplanada dos Ministérios, tem funcionado como uma importante linha auxiliar dos prefeitos rondonienses no governo federal, liderando recursos e quando projetos de infraestrutura para as municipalidades. Além destas providencias, Acir tem liberado recursos de emendas de sua autoria.
Sem a devida fiscalização, a maioria dos conjuntos habitacionais instalados em Rondônia padecem com rachaduras e invariavelmente com problemas de esgoto a céu aberto em suas ruas. Inaugurado há quase uma década, o mega conjunto Orgulho do Madeira continua com problema de esgoto, outros com falta de água e recém-inaugurados com problemas de rachaduras. A Caixa Econômica falha na fiscalização dos conjuntos, os prefeitos inauguram as obras sem uma vistoria mais apurada, os governadores querem mesmo é mostrar suas obras para o público e fazer política. Infelizmente as falhas têm sido rotineiras nos conjuntos.
O comercio lojista de Porto Velho está urrando no enfrentamento com as bets, que enxuga o dinheiro na praça, as vendas online e o endividamento das famílias rondonienses. Não fosse a “indústria” do contracheque e o pagamento em dia do funcionalismo dos quadros, federal, estadual e municipal, Porto Velho entraria num buraco negro; O dinheiro circulando nos pagamentos que durava semanas movimentando os estabelecimentos comerciais hoje dia some no próprio dia do recebimento e se verifica nesta retração o fechamento de agências bancárias e a redução de caixas eletrônicos nos bancos da capital.
O apedrejamento dos governadores, ao final de mandatos, tem sido uma constante na história política de Rondônia, num tratamento raivoso principalmente atribuído a população da capital. Nem o icônico falecido governador Jorge Teixeira de Oliveira, o Teixeirão, escapou desta sina. Ao deixar o então Palácio Presidente Vargas, sede do governo de Rondônia, foi desrespeitado por populares. Ivo Cassol, considerado um dos melhores mandatários da história de Rondônia, beneficiado pela herança recebida de José Bianco que acertou as finanças do estado envolvido num buraco negro, tem até hoje forte rejeição na capital rondoniense.
Agora é a vez do atual governador Marcos Rocha ser apedrejada, como uma Geni, aquela da música de Chico Buarque Está a seis meses de deixar o Palácio Rio Madeira e já sofre as consequências do comportamento da população da capital, onde seguidos governadores receberam o mesmo tratamento de repulsa. Rocha não foi bem-sucedido na saúde e tampouco na segurança pública, mas Cassol e Confúcio também não foram brilhantes nestes quesitos. O funcionalismo já trata Rocha como um governante sem mandato, com os olhos voltados no próximo. Eleito e com a proeza de ser reeleito, esperava-se mais de Rocha no segundo mandato. Não deixa obras marcantes.
** Vem aí uma crise hídrica. Os poços caseiros estão secando na região metropolitana de Porto Velho. Nos bairros mais populosos das zonas Leste e Sul os proprietários de imóveis se preparam para aprofundar os chamados poços amazônicos ***Inovando na campanha eleitoral ao governo de Rondônia o pré-candidato Pedro Abib, do MDB, percorre o estado com motorhome ouvindo as propostas da população para formar seu programa de governo *** Já, o senador Confúcio Moura do mesmo partido, usa o método tradicional de visitações aos municípios *** Em concorrido evento em Ji-Paraná no final e semana, a deputada federal Silvia Cristina lançou sua pré-campanha ao Senado da República.
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