O levantamento também mostra que muitos eleitores ainda permanecem indecisos sobre o voto para deputado e senador
Foto: Gemini IA / Agência Câmara
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Uma pesquisa CNT/MDA revela um paradoxo no comportamento do eleitor brasileiro: embora a maioria não se lembre em quem votou para deputado federal e senador nas eleições de 2022, também manifesta forte desejo de renovar a composição do Congresso Nacional nas eleições deste ano. O levantamento reforça o desafio da participação política para além do período eleitoral.
Segundo a pesquisa, 60,5% dos entrevistados afirmaram não se lembrar dos candidatos escolhidos para o Legislativo. Apenas 12,5% disseram recordar todos os nomes em que votaram, enquanto 11,8% lembram apenas de alguns. Outros 14,9% afirmaram não ter votado ou optaram por voto branco ou nulo.
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Apesar desse distanciamento, 58,4% dos eleitores afirmam que pretendem votar em novos candidatos nas eleições de outubro, contra 28,9% que preferem reeleger parlamentares já em exercício. O levantamento também mostra que muitos eleitores ainda permanecem indecisos sobre o voto para deputado e senador, mesmo com a aproximação do pleito.
Especialistas avaliam que o esquecimento dificulta um dos principais mecanismos da democracia: a fiscalização dos representantes eleitos. Sem acompanhar o desempenho de deputados e senadores durante o mandato, o eleitor perde referências para avaliar promessas cumpridas, atuação legislativa, destinação de recursos públicos e posicionamentos em votações importantes.
O Congresso Nacional exerce papel central na elaboração de leis, aprovação do Orçamento da União, fiscalização do Poder Executivo e definição de políticas públicas que afetam diretamente estados e municípios. Por isso, cientistas políticos defendem que a participação cidadã deve ir além do voto, incluindo o acompanhamento das atividades parlamentares ao longo de todo o mandato.
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas entre os dias 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os resultados indicam que o desejo de renovação permanece elevado, mas também evidenciam que a baixa memória eleitoral pode limitar a capacidade do eleitor de avaliar o desempenho dos representantes e promover mudanças com base em resultados concretos.
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