Durante décadas, milhares de passageiros embarcaram em voos da KLM sem imaginar que, na cabine de comando, estava o próprio Rei Willem-Alexander dos Países Baixos.
Desde os anos 1990, ele voava discretamente como copiloto da companhia, usando o pseudônimo "Meneer van Buren" ("Sr. van Buren"). Após anos operando o Fokker 70, foi treinado no Boeing 737 em 2017 e passou quase nove anos pilotando a aeronave em rotas por toda a Europa.
Em 11 de março de 2026, o monarca realizou seu último voo programado no Boeing 737, marcando o fim de uma era. A despedida coincide com a aposentadoria gradual do modelo pela KLM, que está substituindo a frota pelo moderno Airbus A321neo como parte de um programa de renovação avaliado em € 7 bilhões.
Mas essa não é uma aposentadoria dos céus.
Aos 59 anos, o rei iniciará o treinamento para o Airbus A321neo, permitindo que continue voando pela companhia aérea nacional holandesa. Titular de uma Licença de Piloto de Linha Aérea (ATPL), ele ainda pode atuar comercialmente até os 65 anos.
Entre seus voos favoritos estavam missões levando torcedores de futebol a Praga, famílias rumo à Lapônia e turistas para destinos ensolarados como Ibiza e Málaga.
Como ele próprio resumiu: "Vou voar enquanto puder, enquanto me for permitido, enquanto tiver saúde e continuar gostando disso."
Para a maioria dos passageiros, foi apenas mais um voo. Mas, para alguns, o copiloto era, literalmente, um rei.