Em uma ação nesta terça-feira (19), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra o ex-vereador Kerling Brito. A prisão ocorreu no próprio estabelecimento comercial do político, localizado em Guajará-Mirim, e faz parte dos desdobramentos das investigações sobre a execução de três pessoas na Estrada do Palheta.
O crime, que chocou a região pela brutalidade, aconteceu no dia 29 de novembro de 2024, nas proximidades do conhecido balneário do Serginho.
Na ocasião do triplo homicídio, as vítimas — identificadas como Gabriele Melo Augusto Bramini, de 24 anos, Wellington Rodrigues Gutierrez, de 32 anos, e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso, de 42 anos — trafegavam em uma caminhonete Fiat Strada de cor branca por uma via rural.
O veículo foi interceptado por criminosos que abriram fogo, efetuando múltiplos disparos de arma de fogo contra os ocupantes. Wellington e Raimundo foram atingidos na cabeça e em partes vitais, morrendo antes da chegada do socorro médico. Gabriele ainda foi resgatada com vida e levada às pressas para o Hospital Regional Perpétuo Socorro, porém a gravidade das lesões fez com que ela evoluísse a óbito pouco tempo depois.
Desde o dia do atentado, a Polícia Civil de Guajará-Mirim vinha trabalhando em sigilo, cruzando dados, realizando oitivas e coletando provas técnicas para desvendar tanto a autoria quanto a real motivação por trás das execuções.
A prisão do ex-vereador representa uma reviravolta significativa no caso, que segue sob forte atenção pública. Novas diligências devem ser realizadas ao longo do dia para determinar o nível de envolvimento de Kerling Brito no planejamento ou execução do crime.