Cinco ambulâncias novas destinadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão estacionadas sem uso há cerca de quatro meses no pátio do Hospital Materno-Infantil de Cacoal, conforme divulgado pelo Eu Ideal nesta quarta-feira (28). Os veículos chegaram ao município em julho, mas o serviço de atendimento de emergência ainda não entrou em operação na cidade.
O custo estimado para a manutenção do Samu em Cacoal é de aproximadamente R$ 10 milhões mensais, montante que exige repasses e convênios entre o Governo Federal, o Governo do Estado e a Prefeitura. O município recebeu apenas as viaturas e não conta com recursos próprios suficientes para arcar sozinho com a estrutura completa.
Em entrevista, o prefeito de Cacoal, Tony Pablo, ressaltou que a liberação dos veículos não garante o funcionamento imediato do serviço. "Só as ambulâncias não é suficiente para implementar um serviço de Samu no município de Cacoal, até porque é um serviço regionalizado que vai atender diversos municípios", afirmou o gestor.
Tony Pablo explicou que a instalação do sistema depende da contratação de equipes e de adequações físicas."O Samu não se faz só com ambulâncias. Precisamos de uma equipe de profissionais da saúde multidisciplinar, precisamos também de uma estrutura física adequada, precisamos de insumos e de equipamentos", declarou.
Segundo o prefeito, a definição do financiamento foi afetada pelo período de transição política e orçamentária nas esferas estadual e federal. "A gente precisa agora continuar com as tratativas com as articulações políticas e viabilizar essa condição financeira e orçamentária para buscar a implementação desse serviço que custa muito caro e que o município sozinho não tem hoje condições de pagar", concluiu Tony Pablo.