O artista visual e poeta
Geraldo Cruz apresenta sua nova exposição individual, “Chão – Memórias de um Território”, no Centro Cultural do Sesc, com vernissage marcada para o dia 04 de novembro de 2026. A mostra reúne esculturas, objetos, instalações e pinturas que convidam o público a percorrer as memórias, os afetos e os elementos culturais que constituem a identidade amazônica.
Mais do que uma referência à terra que sustenta os nossos passos, Chão propõe uma reflexão sobre as raízes que nos formam, as histórias que atravessam gerações e os vínculos que permanecem vivos em cada indivíduo e comunidade. A exposição nasce do pertencimento do artista à Amazônia e de seu olhar sensível para as relações entre natureza, cultura, memória e identidade.
“Antes de ser terra, Chão é memória.” A frase sintetiza o espírito da mostra, na qual os rios contam histórias, a floresta guarda saberes e a vida revela a resistência de um povo que construiu sua identidade entre águas e mata. Cada obra representa um reencontro com uma Amazônia vivida, sentida e lembrada, transformando experiências e referências regionais em expressões artísticas contemporâneas.
UMA TRAJETÓRIA LIGADA À AMAZÔNIA
Nascido no seringal Jumas, às margens do rio Madeira, Geraldo Cruz demonstrou interesse pelas artes desde a infância. Artista visual e poeta, desenvolve uma produção marcada pela investigação das nuances da Amazônia, traduzindo suas paisagens, tradições, personagens e experiências em diferentes linguagens artísticas. Ao longo de sua carreira, recebeu premiações e participou de inúmeras exposições individuais e coletivas.
Sua trajetória também inclui importantes projetos de circulação e difusão cultural. Participou da itinerância nacional da exposição fotográfica Caminhos do Cuniã, por meio do projeto Arte/Sesc, e integrou a coleção Olhos da Mata, no âmbito do projeto Sesc Amazônia das Artes, experiências que também envolveram palestras e oficinas artísticas.
Em 2025, realizou a exposição individual Terra – Bailado de Sonhos, acompanhada de palestra e oficina artística, dando continuidade à pesquisa poética e visual sobre o território amazônico.
Geraldo Cruz esteve envolvido em iniciativas relevantes para as artes e a cultura regional, como Casa da Cultura Ivan Marrocos, Arraial Flor do Maracujá, Salão de Artes Plásticas de Rondônia, Casa do Artista, o vídeo Marcas da Amazônia, projeto Parte das Artes e Amazônia – Universo em 4, entre outras.
Nessas experiências, estabeleceu parcerias com artistas como Zoghbi, Rita Queiroz, Júlio Carvalho, Silvia Feliciano, Margot, Franciney Vasconcelos e Ângela Schilling.
Recentemente, ampliou sua produção literária com o lançamento de seu primeiro e-book, Piracema – O Caminho das Águas, obra que reafirma seu interesse pelas narrativas simbólicas, pela natureza e pelas relações entre a experiência humana e os rios amazônicos.
O CHÃO QUE PERMANECE EM NÓS
Em Chão – Memórias de um Território, Geraldo Cruz transforma a matéria artística em lugar de encontro entre passado e presente, memória individual e identidade coletiva.
A exposição celebra a Amazônia não apenas como paisagem, mas como território de vivências, conhecimentos, resistência e criação.
A mostra convida o público a reconhecer que o território não existe somente fora de nós: ele também habita nossas lembranças, nossos gestos e nossa maneira de compreender o mundo.
Porque Chão não é apenas onde pisamos. É aquilo que nos sustenta, nos forma e permanece em nós, mesmo quando seguimos outros caminhos.
Vernissage: 04 de novembro de 2026 às 10h
Local: Centro Cultural do Sesc em Porto Velho RO