Os golpes virtuais se consolidaram como a principal modalidade de crime patrimonial no Brasil.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o país registrou mais de 2,2 milhões de ocorrências de estelionato em 2025, o equivalente a quatro vítimas por minuto e um crescimento de quase 430% em relação a 2018.
Enquanto os roubos tradicionais seguem em queda, as fraudes digitais avançam impulsionadas pelo uso intensivo de celulares, Pix, redes sociais e inteligência artificial.
A mudança no perfil da criminalidade acompanha a transformação digital da sociedade.
Hoje, o telefone celular concentra contas bancárias, documentos, senhas e dados pessoais, tornando-se um dos principais alvos dos criminosos.
Com técnicas de engenharia social, clonagem de perfis e ferramentas de inteligência artificial para imitar vozes e criar mensagens falsas, os golpistas conseguem enganar vítimas em poucos minutos.
Entre os golpes mais comuns estão:
• Falsa central bancária, em que criminosos ligam se passando por funcionários de bancos para obter senhas e induzir transferências;
• Golpe do WhatsApp, com clonagem ou invasão de contas para pedir dinheiro a familiares e amigos;
• Golpe do Pix, usando comprovantes falsos, QR Codes adulterados ou falsas vendas;
• Falso suporte técnico, que convence a vítima a instalar aplicativos de acesso remoto;
• Phishing, por e-mails e mensagens com links que roubam dados bancários e senhas;
• Falsas ofertas em redes sociais e marketplaces, com produtos inexistentes vendidos a preços muito abaixo do mercado.
A realidade também é percebida em Rondônia.
A Polícia Civil registra com frequência investigações envolvendo golpes eletrônicos, estelionato via Pix, invasão de contas de WhatsApp e perfis falsos utilizados para solicitar transferências bancárias.
As autoridades orientam a população a confirmar pedidos de dinheiro por ligação telefônica, ativar a autenticação em duas etapas nos aplicativos, desconfiar de contatos que criam sensação de urgência e jamais fornecer senhas ou códigos enviados por SMS.
O enfrentamento desse tipo de crime depende não apenas da repressão policial, mas também de investimentos em investigação especializada, cooperação entre instituições financeiras, empresas de tecnologia e órgãos de segurança, além de campanhas permanentes de conscientização.
A informação tornou-se uma das principais ferramentas para reduzir prejuízos e impedir que novas vítimas sejam feitas.