Serviço Geólogico do Brasil acompanha de perto a situação crítica do estado do Acre

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Foto: Divulgação

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O Sistema de Alerta contra Enchentes no Brasil, operado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), acompanha a previsão meteorológica disponibilizada por instituições por meio da coleta, do armazenamento e da análise de dados hidrológicos. E a partir dessa atividade, a empresa elabora a previsão hidrológica e faz a emissão de avisos para a Defesa Civil

nacional, estadual e municipal e outros) em caso de risco de inundação.

A CPRM em Porto Velho realiza o monitoramento dos eventos de cheia do rio Acre e rio Madeira e está implantando o Sistema de Alerta Hidrológico para Eventos Críticos para ambos os rios, que pode ser acessado pelo endereço http://sace-acre.cprm.gov.br/sace-acre, onde estão disponíveis dados dos níveis dos rios a cada 15 minutos.

A CPRM mantém 74 estações de monitoramento, que utilizam equipamentos de ponta para medir o nível dos rios em Rondônia e no Acre.

Uma equipe de técnicos em hidrologia, engenheiros hidrólogos e o chefe da Residência da CPRM de Porto Velho, Edgar Figueiredo Iza, estão em Rio Branco/AC para se reunir com as autoridades competentes e aguardam a presença do Ministro da Integração Nacional Gilberto Occhie, para esclarecer do ponto de vista hidrológico o que está ocorrendo na bacia hidrográfica do rio Acre.

Técnicos da CPRM na sala de situação da Defesa Civil em Rio Branco/AC.

Em atendimento a demanda de órgãos públicos, a unidade regional da CPRM em Porto Velho encaminhou um geólogo para a cidade de Brasiléia no estado do Acre, para proceder a uma avaliação dos danos geológicos e ambientais derivados do período chuvoso.

O geólogo Amílcar Adamy efetuou estudos na área afetada, percorrendo o traçado urbano de Brasiléia, notadamente nos bairros Leonardo Barbosa e 28 de Maio, além do centro histórico da cidade fronteiriça.

Adamy afirma que a análise preliminar revela um cenário preocupante quanto a atual ocupação dos bairros Leonardo Barbosa e 28 de Maio, devido à fragilidade dos terrenos onde estão implantados e aos riscos inerentes às cheias sazonais. Como se tratam de terrenos baixos onde qualquer evento climático de menor intensidade poderá ser impactante, e por estarem constituídos por sedimentos inconsolidados, de pequena resistência aos processos erosivos fluviais, a manutenção da ocupação humana na área deverá ser submetida a uma crítica reavaliação, visando resguardar a integridade física e material dos seus moradores.

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