USINAS DO MADEIRA - Caos Anunciado em Porto Velho – Por Paulo Andreoli

Procuradores Federais do Trabalho incitam trabalhadores e clima esquenta nos alojamentos na Capital

USINAS DO MADEIRA - Caos Anunciado em Porto Velho – Por Paulo Andreoli

Foto: Divulgação

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A novela que os cidadãos portovelhenses assistem há anos com capítulos apimentados de esfregas, direitos e atropelos das Usinas já não são novidade!
O novo caos gerado em março em Jirau e com reflexos em Santo Antônio se insurge sob o pretexto de que um novo pacote de bondades devam ser dados aos trabalhadores. Dentre estes, apenas para exemplificar, ‘ apenas’ 70(setenta!!!) dias de férias anuais e salários que fariam até professores da rede pública correrem para os canteiros dos barrageiros...
Até aí, tudo bem! Cabem a eles - operários, pleitear, afinal, segundo a máxima sindical, não há conquista sem lutas! Na outra mão, caberá as Empresa (o Capital) ajustar aquilo possível. Daí, quando tudo devidamente homologado na justiça estiver, mãos a obra. Do contrário, como diria o Capitão Nascimento, aquele que retratou um capitão da PM nos morros do Rio no cinema, pede pra sair!
O que se vê mais uma vez em nossa cidade é um prenúncio de caos! Vejamos...
Após o movimento grevista cujo qual a justiça declarou ilegal, foi posto a termo um acordo que ajustou salários, promoveu aumento de cesta básica e outros benefícios, restando acertado o retorno ao trabalho na segunda-feira (02 de abril), dependendo apenas aprovação em assembléia de funcionários. A absoluta maioria dos barrageiros de Jirau optaram pelo retorno aos trabalhos.
Na mesma segunda, no turno da noite, alguns criminosos infiltrados no canteiro de obras resolveu incendiar, de novo, dezenas de módulos de alojamentos. Foram reduzidos à cinzas mais de 4 mil leitos de operários – tudo nas barbas da PM e da Força Nacional que lá estavam. Com isso recaiu para a Capital a obrigação de alojar, as pressas, mais de 4 mil operários em alojamentos improvisados e todas as vagas de hotel existentes na Cidade. À população local, resta a sensação de insegurança, a preocupação com os seus e notadamente uma sensação de impunidade, afinal, de novo, vemos alguns insatisfeitos agindo a margem da Lei para se fazer ouvir!
Como se fosse pouco, suas excelências, os Procuradores Federais do Trabalho Aílton Vieira e Francisco da Cruz foram aos alojamentos improvisados na noite desta quarta-feira (03), incitar aqueles trabalhadores que estavam em triagem para retornar a obra em novos alojamentos ou mesmo retornando aos seus lares por demissão legal, informar que a Empresa não poderia demitir qualquer deles!
Oras! Tal novela já foi vista no ano passado, e mesmo após intensa briga judicial, restou claro princípios de relação trabalhista, onde cabe a Empresa escolher e manter em seu quadro quem ela bem entender. No entanto, novamente neste período delicadíssimo de triagem e remanejamento de pessoal, tais afirmações dos Senhores Procuradores soam como garantias (imaginárias) aqueles já tão descrentes.
O resultado foi uma catástrofe! Aqueles que estavam pra ir embora, resolveram ficar! Aqueles que estavam nos canteiros foram informados em tempo real, via sms ou celular, da “boa nova”, esquentando o clima na Usina, nos alojamentos improvisados as pressas e nas dezenas de hotéis que abrigam os barrageiros.
Caberia a estas autoridades intervenções cirúrgicas, precisas, para assegurar alimentação, transporte digno e afins! O direito coletivo dos portovelhenses está acima destes espasmos de direitos trabalhistas anunciados como informe sindical por suas excelências aos barrageiros, afinal, ninguém quer ver a cidade novamente com mais de 10 mil pessoas em rodoviária, aeroporto, mercados e perambulando nas ruas como foi em 2011!
Em momentos de crise deve-se dar preferência aquilo que atende a maioria; depois trata-se de questões individuais! Cada qual que, acaso se ache prejudicado, busque na justiça seu direito. No entanto, não parece justo assistir o emprego de centenas de policiais para cuidar daqueles sendo que estes, os moradores da Capital, assistem atônitos bandidos de todos os tipos cometerem crimes de toda sorte sem ter a mesma polícia para protegê-los! Já pensou se a moda pega e todos forem por fogo na Casa dos Procuradores para fazer valer seus direitos?
Direito ao esquecimento
Você acredita que as igrejas devem pagar imposto?
O que você acha das obras e da largura da pista na Estrada dos Periquitos?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

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