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Veja os vídeos da coletiva clicando nos links abaixo:
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- Entrevista coletiva do governador de RO - PARTE 1 - Vídeo
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- Entrevista coletiva do governador de RO - PARTE 2 -Vídeo
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- Entrevista coletiva do governador de RO - PARTE 3 - Vídeo
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*O governador do Estado Ivo Narciso Cassol, candidato também a reeleição, cedeu entrevista no fim da manhã dessa terça feira (08) para falar sobre os últimos acontecimentos que sacudiram a imprensa nacional, envolvendo as prisões preventivas deflagradas pela “Operação Dominó”, na última sexta-feira (04), colocando os presidentes da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, José Carlos de Oliveira, do Tribunal de Justiça de RO, Sebastião Teixeira, entre outras pessoas envolvidas em um esquema de corrupção investigado pelo Departamento da Polícia Federal.
*A coletiva reuniu jornalistas locais e da imprensa nacional e Ivo Cassol aproveitou para falar de pontos críticos das investigações realizadas pela PF, envolvendo também o ex-chefe da Casa Civil, Carlos Magno, candidato a vice na coligação do partido de Cassol.
*Confira alguns trechos do que Ivo Cassol disse durante a coletiva.
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SOBRE CARLOS MAGNO – Cassol revelou que Magno iria soltar uma nota oficial onde desistiria de disputar o cargo de vice, mas foi aconselhado a aguardar os desenrolar dos fatos. Mas Cassol deixou claro que Carlos Magno corre o risco de ser afastado. “Tudo que ele cometeu de errado tem que ser responsabilizado, só porque ele foi meu chefe na Casa Civil?”, disse Casso em determinado momento da entrevista.
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SOBRE OS SERVIDORES FANTASMAS NA ALE/RO - Perguntado sobre o esquema de alguns parlamentares em manter na folha de pagamento do poder legislativo funcionários fantasmas, Cassol citou o caso do deputado Chico Paraíba (PMDB). “Ele (
Chico Paraíba) quando era secretário da ALE/RO colocou os servidores fantasmas na folha dele dentro do Poder Legislativo”, disse Cassol. Continuou ele: “Nós tínhamos uma pessoa na Emater, em Ji-Paraná, o chefe da Emater de Ji-Paraná tinha portaria do deputado Chico Paraíba”.
*Cassol apontou inclusive um empresário da capital, dono de uma loja de material de construções, localizado na avenida Jatuarana, que estava recebendo dentro da folha paralela da ALE/RO.
*Irônico, governador comentou ainda sobre as motivações que levaram parte dos parlamentares a se envolverem no escuso esquema da folha paralela dentro do poder legislativa. “O político que tem gana pelo poder ele faz qualquer coisa, vende até a própria mãe”.
*Questionado sobre a possibilidade de seu envolvimento com os parlamentares que estão no rol da Polícia Federal, sob investigação, Cassol foi curto e enfático: “Se eu tivesse comido no mesmo prato, por que eu teria denunciado?”
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SOBRE NATAN DONADON – Ivo Cassol não poupou críticas à família Donadon, citando nominalmente Natan Donadon. O governador disse que no passado Natan participou de um esquema semelhante ao que ocorre na ALE/RO, lembrando que na ocasião Marcos Donadon era o presidente. Cassol lembrou que Natan tinha uma prisão preventiva contra ele. “(...) Mas esconderam ele, e aí, dizem as más línguas, que o senador Amir Lando segurou, a família dele, que são tudo junto, renunciou (mandado de deputado federal) e Natan assumiu”. No caso, Natan Donadon foi privilegiado pela imunidade parlamentar, devido ao seu cargo público, na esfera federal.
“A nossa legislação está dando privilégio, quando na verdade não deveria dar imunidade pra ninguém, nessa parte”, disse Cassol.
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SOBRE A DIFICULDADE DE APROVAR ORÇAMENTO NA ALE/RO - Queixoso, Ivo Cassol lembrou da dificuldade que vem encontrado em governar o Estado, principalmente diante da ação de alguns parlamentares dentro da Assembléia Legislativa, que não aprovam projetos do seu governo.
“Há quatro meses que eles não aprovavam nada. Na ALE/RO, projeto relevante nenhum era aprovado, não de interesse meu. Eles queriam aprovar esse pacote (
do Governo), mas eles (
os deputados) em troca queriam que eu liberasse as emendas deles”, disse Cassol
*Questionado sobre a dependência do Governo em relação à ALE/RO, Cassol foi categórico: “(...) O orçamento deles aqui é tudo amarrado, eu não consigo fazer nada sem autorização deles (
deputados). Pra mim tossir eu tenho pedir autorização pra eles. Então eu vou espirrando o meu orçamento (...)”.