CMR investe na profissionalização no segmento de mineração em Rondônia
Foto: Divulgação
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De acordo com o garimpeiro Joaquim Aparecido Vieira, antes das ações implementadas no atual Governo, os mineradores estavam esquecidos e atésem crédito no mercado. ?Agora nós vemos um alento. Temos a quem recorrer para nos auxiliar em nossas reivindicações?, disse ele.
?Investimos muito e não pouparemos esforços, pois haverá um retorno muito grande ao Estado. Não só em impostos, o que é natural, mas também com ageração de emprego?, frisou a presidente da CMR, Leandra Vivian, acrescentando que ?para cada minerador em atividade, gera-se, no mínimo, outros quatro postos de trabalho?.
A CMR desenvolveu a Escola de Lapidação, que já formou duas turmas, gerando inclusive uma associação, formada por ex-alunos, para trabalhar com pedras semi-preciosas. Em Ariquemes, numa parceria com a Prefeitura, 30 alunos aprendem técnicas de análise, preparação e lapidação de pedras.
O aluno Antonio Pinheiro afirmou que a iniciativa é ótima, mas tem de haver a formação da cooperativa dos lapidários e artesãos ?senão faremos o curso e ficaremos a ver navios?. Disse também que este curso profissionalizante é um grande diferencial, pois não há concorrência no mercado.
?Precisamos desta cooperativa para facilitar a compra da matéria-prima e a venda do produto beneficiado. O Governo dará toda a estrutura e apoio para que os alunos formem a cooperativa, facilitando o acesso ao microcrédito,? disse a presidente da CMR, acrescentando que após o curso de lapidação serão oferecidos os cursos de design em jóias, artesanato mineral e confeccionando jóias utilizando-se insumos regionais.
A partir de julho, numa parceria entre a CMR e a Seduc, nove municípios serão contemplados com cursos profissionalizante, nas áreas de identificação e beneficiamento de pedras e minérios e design e fabricação de Jóias, devendo atender a aproximadamente 1.000 alunos concluintes do ensino médio.
Agência de Negócios ? A CMR estuda a implantação de uma Agência de Negócios, com o objetivo de facilitar a comercialização do material produzido tanto pela associação de Porto Velho, como pela Cooperativa de Ariquemes e as futuras produções. ?Caso contrário, não adiantará nada formar mão-de-obra, legalizar áreas, beneficiar pedras e não ter comércio para elas. Precisamos auxiliar na comercialização, seja no mercado interno ou externo?, informou Leandra.
O representante da Cooperativa dos Garimpeiros ?Mineral Cooper?, Joaquim Aparecido destacou a importância da criação da escola de lapidação. ?Antes disso, nosso topázio, cristal, ametista, tudo isso era (e ainda é) vendido a preço de cascalho. Com a escola, este material tende a ficar aqui e é trabalhado por nossa gente, gerando emprego aqui também?.
Segundo ele, ?a tendência é o pessoal que tem área legalizada destas pedras vender o produto para ser beneficiado aqui no estado. E quem ainda não está legalizado vai procurar legalizar, pois terá a quem vender por um preço justo?.
Liberação de áreas - Para buscar acelerar a regularização de áreas de mineração, a CMR coloca seu corpo técnico à disposição de proprietários de terras que possuam incidência mineral, para auxiliá-los na pesquisa, solicitações de alvarás e toda a documentação para a liberação para a exploração mineral do local, bem como encontrar compradores para o produto extraído.
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