Pousando no Amor e Rainha das Lágrimas - Os doramas coreanos que roubam corações

Pousando no Amor e Rainha das Lágrimas - Os doramas coreanos que roubam corações

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Preciso confessar: sou completamente rendido a romances açucarados e melodramáticos. Já devorei incontáveis, especialmente os filmes do Douglas Sirk, um mestre do gênero. E tenho certeza de que os roteiristas sul-coreanos beberam dessa mesma fonte. Mas foi depois de assistir a Pousando no Amor e Rainha das Lágrimas, por insistência da minha mulher Katia, fã declarada dessas produções, que me apaixonei de vez. Fui fisgado sem volta pelos enredos da talentosa Park Ji-eun.
 
Hoje a escritora e roteirista é uma das vozes mais influentes da Hallyu. Antes de emplacar Pousando no Amor e Rainha das Lágrimas, ela já tinha um currículo de respeito, moldando a comédia romântica na TV sul-coreana. 
 
 
Ela assinou Meu Amor das Estrelas (2013), dorama que virou febre na Ásia e lançou Kim Soo-hyun ao estrelato internacional, e A Lenda do Mar Azul (2016), que misturou fantasia e romance com uma elegância única. A marca dela é inconfundível: diálogos afiados, protagonistas femininas que impõem respeito e críticas sutis à sociedade coreana, tudo com a dose exata de melodrama. Por isso, cada estreia dela já nasce com gosto de recorde de audiência.
 
O que me ganhou de cara foram os diálogos cortantes, as reviravoltas que apertam o peito e os casais com uma química que queima a tela. Os textos respiram, sem aquela pressa que a gente vê nas tramas americanas do gênero. Nada disso. Ji-eun sabe contar uma história inteira, com um núcleo enxuto onde cada personagem importa, cada um tem seu peso.
 
 
Pousando no Amor e Rainha das Lágrimas  - que deveria se chamar Rei das Lágrimas  - são a prova viva de que dá pra misturar comédia, drama familiar e crítica social sem tirar os olhos dos protagonistas. Se você busca histórias intensas com um final que acalenta a alma, pode escolher qualquer um dos dois. O DNA da Park Ji-eun é garantia de sofrência com classe.
 
Pousando no Amor, exibido entre 2019 e 2020 na Netflix, me pegou pelo coração. Acompanhamos Yoon Se-ri, uma herdeira sul-coreana que cai de parapente na Coreia do Norte e é resgatada pelo capitão Ri Jeong-hyeok. O que era um acidente vira um amor proibido entre dois mundos que não deviam se tocar. Foi um fenômeno mundial e bateu recorde de audiência na época. E o mais lindo: Hyun Bin e Son Ye-jin se casaram na vida real depois das gravações.
 
 
Hyun Bin vive o capitão norte-coreano Ri Jeong-hyeok com uma complexidade que dói. Além de militar impecável, ele é um pianista brilhante que abandonou os concertos para servir ao Exército. Já a carismática Son Ye-jin entrega uma Yoon Se-ri inesquecível, a CEO sul-coreana que vira o mundo dele de cabeça pra baixo.
 
Já Rainha das Lágrimas (2024, Netflix) me desmontou. Mostra o casamento em ruínas de Hong Hae-in, herdeira de um conglomerado, e Baek Hyun-woo, o diretor jurídico da empresa. Os dois precisam reaprender a amar enquanto enfrentam poder, família, uma doença cruel e tantos desencontros e mal-entendidos que quase destroem tudo.
 
E que atuações. Kim Soo-hyun como Baek Hyun-woo e Kim Ji-won como Hong Hae-in dão um verdadeiro espetáculo. A entrega dos dois é tão visceral que ajuda a explicar o rio de lágrimas que inunda quase todos os episódios.
 
 
A produção quebrou recordes em 2024, superando até Pousando no Amor, e colocou Kim Soo-hyun e Kim Ji-won no topo das premiações. Merecidíssimo.
 
Embora o romance e a comédia romântica dominem, os doramas vão muito além. Nas plataformas tem preciosidades como Uma Advogada Extraordinária, A Boa Mãe Má, Se a Vida te Der Tangerinas, Tudo Bem Não Ser Normal, 18 Outra Vez, A Lição e Vincenzo.
 
Os doramas, séries dramáticas feitas principalmente na Coreia do Sul, Japão e China, estão conquistando o mundo num ritmo absurdo. Roteiros que abraçam a gente, produção impecável e episódios mais curtos que novelas tradicionais. É impossível não maratonar.
 
Eles fazem sucesso porque falam de sentimentos universais com um toque cultural que encanta. Misturam romance, comédia, drama e fantasia, mas sempre com família, amizade e superação no centro. A gente se reconhece, mesmo com o pano de fundo tão diferente.
 
É impossível não se render à qualidade. A fotografia é poesia, a trilha sonora fica na cabeça por dias e os figurinos são de tirar o fôlego. É bonito de ver, de sentir. Os roteiros têm começo, meio e fim redondinhos. E os protagonistas… ah, os protagonistas. A química entre os casais é tão real que vira assunto, vira meme, vira trend.
 
Um beijo debaixo do guarda-chuva ou uma cena de ciúme vira febre em cinco minutos. No fundo, doramas entregam o que a gente mais quer: um escapismo de qualidade, tramas que emocionam sem nos afogar na tragédia sem fim. E é por isso que, uma vez que você entra, não quer mais sair.
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