Nesta terça-feira, (27), interlocutores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relataram a saída do senador do território do Brasil com destino aos Estados Unidos. Como registrou a Folha de S.Paulo, aliados do parlamentar afirmam que "o senador decidiu fugir dois dias depois de perder a eleição" para a Presidência da República. De acordo com o Metrópoles, o senador enviou mensagem para a equipe de campanha afirmando que estava "esfriando a cabeça", sem responder sobre a permanência no país. De acordo com o portal Metrópoles, o avião que supostamente estaria levando Flávio e a família para os EUA está em voo e tem a Flórida como destino final.
A movimentação do senador ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão dos documentos de viagem do parlamentar. De acordo com a Folha de S.Paulo, o magistrado expediu a ordem na segunda-feira, (26), para "recolher os passaportes" do Brasil e da Itália mantidos pelo congressista. Como registrou o jornal Metrópoles, a Polícia Federal cancelou o passaporte do parlamentar após o descumprimento do prazo para a entrega do documento na sede da corporação.
O Supremo Tribunal Federal investiga Flávio Bolsonaro em apurações de lavagem de dinheiro e repasses no sistema de finanças. De acordo com a Folha de S.Paulo, aliados afirmam que o parlamentar pretende "se reunir com seu irmão", Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. Como registrou a Agência Brasil, a Justiça do Brasil considera Eduardo Bolsonaro foragido após o ministro Alexandre de Moraes expedir mandado de prisão contra o ex-deputado.
O STF condenou Eduardo Bolsonaro à pena de quatro anos e dois meses de prisão. De acordo com a Agência Brasil, o tribunal aplicou a condenação pelo crime de "coação no curso do processo". Como registrou o Diário Oficial da União, o Ministério da Justiça demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por "abandono de cargo" após faltas ao trabalho.
A Polícia Federal atua no rastreamento de rotas de saída e postos de fiscalização em divisas com outros países. Como registrou a Folha de S.Paulo, o governo da Argentina informou a ausência de registro de entrada do congressista em postos de controle. De acordo com relatos de apuração, agentes de segurança mantêm alertas em sistemas de monitoramento para localizar o paradeiro do senador.