Duas estudantes de biotecnologia da PUC-PR desenvolveram o BIODEFENSER®, um retardante de chamas de origem natural voltado ao combate a incêndios florestais com menor impacto ambiental.
O projeto foi criado por Mariah Fraulo Cavalcante e sua equipe como uma alternativa aos produtos químicos tradicionalmente usados no combate ao fogo, que podem deixar resíduos e afetar o solo, a fauna e a flora.
A proposta venceu as etapas regional e nacional do Hult Prize 2026 e agora representa o Brasil na fase internacional da competição, que reúne projetos de impacto socioambiental de diferentes países.
Segundo as estudantes, o produto já conseguiu apagar chamas em testes laboratoriais, mas ainda precisa passar por avaliações em maior escala. A equipe pretende realizar um piloto ampliado, iniciar o processo de patente no Brasil e no exterior e buscar validação junto a instituições como Embrapa e Ibama.
A Embrapa Florestas já sinalizou a possibilidade de testar o produto em campo e avaliar seus efeitos residuais, enquanto a Universidade Federal do Paraná poderá contribuir com testes de combustão.
Em um cenário de queimadas cada vez mais intensas, frequentes e difíceis de controlar, soluções como essa mostram a importância da ciência aplicada à prevenção e ao combate aos incêndios florestais.
Ainda há etapas importantes de validação, escala e segurança ambiental pela frente. Mas a iniciativa já mostra um caminho promissor: usar biotecnologia, pesquisa universitária e inovação brasileira para enfrentar um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo.
Fonte: Jornal de Brasília.