“Ninguém pode dizer que investir na construção de casas para o povo é gasto. É investimento. Não só está construindo ativos produtivos para a sociedade e país, mas está garantindo um ninho para quem precisa”, disse o presidente. “Se a quantidade de casas que nós estamos fazendo ainda não dá conta de vencer o déficit habitacional, é preciso que a gente seja criativo. Ainda tem muita palafita neste país”, completou.
EVENTO — O Enic é realizado dentro da Feicon, feira que é referência para o setor da construção. Ele reúne empresas, profissionais, lançamentos e inovações tecnológicas do mercado. Com mais de 1 mil marcas expositoras, são esperados mais de 100 mil visitantes vindos de 70 países nos quatro dias do evento.
O setor atualmente representa cerca de 6,4% do PIB brasileiro e movimentou R$ 604,5 bilhões em 2023, empregando mais de 12,4 milhões de pessoas direta e indiretamente no país, sendo um dos principais motores da economia, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
FUTURO — Para o ministro das Cidades, Jader Filho, falar de habitação e financiamento é falar de futuro. “Os desafios da habitação no Brasil e no mundo são um tema indispensável para que a sociedade brasileira debata e busque alternativas viáveis para avançar e aperfeiçoar ações e políticas públicas”, alertou. “Todos sabemos que o acesso à moradia é um direito constitucional, mas também é um dos maiores problemas enfrentados pelos países em desenvolvimento. Superá-lo existe financiamento estruturado, previsível, acessível e sustentável”, disse Jader.
“O governo do presidente Lula vem estimulando a industrialização da construção civil e sua presença no Minha Casa, Minha Vida. Queremos que o setor consiga reduzir custos, reduzir os prazos de construção, aprimorar a qualidade, contribuir ainda mais para a sustentabilidade ambiental, com maior eficiência energética e promoção da descarbonização, ampliar a capacidade de produção, para que seja possível aumentar o Minha Casa, Minha Vida”, disse o ministro Jader Filho. “Mais de 4.500 obras de infraestrutura de saúde pública estavam paralisadas: hospitais, clínicas, postos de saúde, CAPS. Mais 3.500 escolas, creches, escolas de ensino fundamental, escolas de ensino integral e obras de universidades paralisadas. Eram mais de 87 unidades do Minha Casa, Minha Vida paralisadas. Os programas foram todos desmontados e tivemos, em dois anos, com muito esforço e trabalho, voltar a planejar este país”, disse Rui Costa, ministro da Casa Civil.
ESTRATÉGIA — Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a construção civil é um setor estratégico e fundamental. “É uma área sem concorrência externa, que produz quase tudo aqui, que dialoga com o anseio das famílias, sobretudo as mães brasileiras. É uma área que dialoga, ainda, com o contingente de trabalhadores que podem dar apoio à indústria, a partir das suas habilidades”, definiu Haddad.
De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, ao ser convidado pelo presidente Lula para comandar o banco, a orientação foi clara. “Ele me disse: cuida da governança da Caixa e pense nos mais necessitados. Isso foi o que ele determinou”, relembrou. “Já no primeiro trimestre de 2025, o segmento da construção civil já está produzindo o equivalente a 187 mil unidades habitacionais”, exemplificou. A Caixa Econômica Federal repassou R$ 53 bilhões ao setor.
SETOR FORTALECIDO — O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, exaltou alguns dos programas do Governo Federal que fortaleceram e impulsionaram o desenvolvimento industrial nacional. “Agradeço à Nova Indústria Brasil (NIB), o Programa Mover, o programa de depreciação acelerada e tantos outros que fizeram que a indústria voltasse a ser servida em uma mesa decente e produtiva. E trabalhamos muito para que isso acontecesse”, assinalou. “É o momento da indústria dar a volta por cima.”