Foto: Divulgação
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Não se consegue entender a lógica bacteriana das mentes de algumas pessoas circundantes de nossas humildes e recatadas vidas. O assunto mais falado nesta festiva época pré-eleitoral é sobre os pitorescos adjetivos (impublicáveis) dos políticos soltos na praça em busca de voto. Gostaria de falar e comentar sobre a sonoridade de cada um deles, porém, visto haver a remotíssima possibilidade deste texto vir a ser lido por olhos infantis, recolho-me na mera intenção. Afinal, não quero ser acusado de incitador e propagador de impropérios. As crianças, no momento certo, aprenderão todos eles, inclusive com magníficas variações e adaptações linguísticas.
A “Justiça” Eleitoral promoveu uma farra do boi digna das grandes feiras agropecuárias do interior paulistano. Um baita incentivo à bandalheira, à corrupção e à noção de que tudo pode ser feito. Candidatos mais sujos do que pau de galinheiro conseguem registros de candidatura com frágeis argumentos burocráticos. Qual a ideia de “Reputação Ilibada” para esse povo? Somos mais simples. Sabemos e entendemos esses conceitos, de forma diferente, desde nossa infância. Na última eleição de prefeitos (2012), no segundo turno, 17 capitais tiveram segundo turno. Naquele ano, de um total de 34 candidatos, 13, ou seja, 38,2%, respondiam processos por diversos tipos de delitos (inclusive criminais). Se os ovos são podres, o bolo jamais sairá bom, seja lá qual for a receita a ser aplicada.
Em setembro do ano passado, o site de notícias políticas “Congresso em Foco” publicou uma matéria interessante na qual revela um dado perturbador. De cada 10 parlamentares, 4 estão enganchados no Supremo Tribunal Federal (Foro Privilegiado) por suspeita de crimes diversos. Um total de 224 (40,74%) deputados federais e senadores respondem a “injustos” 542 inquéritos e ações penais dos mais variados quilates. Como você espera que a política melhore se essa gente continua sendo eleita e reeleita por intermédio de um sistema feito para ser benevolente com as traquinagens alheias? Sem dúvida, um bolo com muitos ovos podres.
Compra-se mandato como se compra farinha em final de feira. A força do dinheiro, dentro do atual cenário político, é cristalina. Os exemplos pelo Brasil afora assustam e criam um ambiente desalentador. Pessoas escorraçadas e presas, dentro de mandatos políticos, estão na praça a distribuir dinheiro em troca de apoio político e voto. Que tipo de representação o cidadão espera dessa pessoa? Que interesses ele estará representando? Compradores de votos descarados... capitaneadores de assaltos ao dinheiro das Assembleias Legislativos em negócios escusos... relações promíscuas entre Executivos e fornecedores diversos... Essa gente (sendo eleita) servirá apenas para engrossar os xingamentos a serem entoados por todos nós a partir de 1º de janeiro de 2015.
Esses órgãos precisam parar de cunhar falsas expectativas nos cidadãos comuns... parar de fomentar alegrias efêmeras!! Com gestos cinematográficos e piracotécnicos, criam fatos que enchem de esperança as pessoas e até nos levam a crer que a justiça cumprirá o seu papel, mas... Não queremos julgamentos antecipados, nem Tribunais de Exceção, no entanto, o tempo político está distante do tempo jurídico. Não podemos sujeitar as pessoas a passarem o constrangimento de terem representações políticas distorcidas, pelo fato do processo de expressão eleitoral ser distorcido na essência. No mais, caímos num círculo vicioso nada virtuoso onde “o mal” ganha dinheiro e se elege... e se elege por quem tem dinheiro. A Reforma Política, mediante uma Assembleia Constituinte Exclusiva, precisa ser pauta da nação, caso contrário, lamento informar, sobrarão xingamentos variados até o final dos tempos.
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