Erguida às margens do Rio Madeira, na Estrada de Santo Antônio, a Capela de Santo Antônio de Pádua é considerada o templo católico mais antigo de Porto Velho e uma das principais referências históricas do estado de Rondônia. Sua primeira missa foi celebrada em 1913, data que antecede a própria criação formal do município e a conclusão das obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
A estrutura é uma das raras heranças do antigo município de Santo Antônio do Rio Madeira, fundado em 1908 sob jurisdição do estado de Mato Grosso. A localidade foi extinta e anexada a Porto Velho em 1944, com a criação do Território Federal do Guaporé. Em frente ao templo, um obelisco erguido em 1911 preserva a marcação do antigo limite territorial entre Mato Grosso e o Amazonas. Na parte traseira, o desenho arquitetônico do prédio remete às linhas do casco de um barco.
Tombada como patrimônio histórico pelo Decreto 3.125, de 1986, a capela teve sua relevância reforçada ao ser reconhecida pela Prefeitura de Porto Velho e sancionada pelo Poder Executivo com o título de Patrimônio Cultural, Histórico, Material e Religioso de Porto Velho. Após permanecer quatro anos fechada para restauração, a edificação foi reaberta para celebrações religiosas e visitas turísticas.
Além das missas regulares nas manhãs de domingo, o complexo reúne diversos atrativos. O espaço abriga um memorial com exposição didática sobre a trajetória do marechal Cândido Rondon. Na ponte de acesso, casais de visitantes mantêm a tradição de afixar "cadeados do amor", em alusão aos pedidos feitos ao santo casamenteiro.
A valorização do espaço conta com o apoio da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), com a realização de quermesses juninas e eventos culturais nos dias 12 e 13 de junho. A programação reúne comidas típicas, shows musicais e atos religiosos, impulsionando o turismo histórico e a preservação da identidade cultural da capital rondoniense.