A principal linha de investigação aponta que a arma foi retirada da residência da família sem autorização e levada até a escola
Foto: Divulgação
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Um ataque a tiros dentro do Instituto São José, na tarde desta terça-feira (5), ganhou repercussão nacional após resultar na morte de duas funcionárias e deixar outras pessoas feridas. O autor dos disparos é um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição, que foi apreendido ainda no local.
As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, conhecida como “Tia Zena”, e Raquel Sales Feitosa, ambas inspetoras de alunos. Ao menos quatro pessoas foram atingidas, entre elas três funcionários e um estudante. Os feridos foram socorridos pelo Samu e encaminhados ao pronto-socorro da capital acreana.

Segundo a Polícia Militar do Acre, o jovem utilizou uma pistola calibre .380 da marca Taurus, pertencente ao padrasto, que é advogado. A principal linha de investigação aponta que a arma foi retirada da residência da família sem autorização e levada até a escola.
O ataque ocorreu por volta das 13h50 (14h50 horário de Rondônia), em um dos corredores que dá acesso às salas de aula, onde o adolescente efetuou os disparos. A arma foi apreendida e a área isolada para perícia. O padrasto foi conduzido para prestar esclarecimentos, e as autoridades apuram se houve negligência no armazenamento do armamento.

A Polícia Civil do Acre instaurou inquérito para esclarecer a motivação do crime, a dinâmica da ação e eventuais responsabilidades de terceiros. Estudantes que podem ter informações relevantes já foram identificados e devem ser ouvidos.
O episódio provocou pânico e comoção. Após o ataque, alunos se reuniram na quadra da escola, de mãos dadas, em oração. Policiais atuaram para conter o tumulto e acalmar familiares e funcionários, em meio a um ambiente descrito como de forte tensão.

Em nota, o governo do Acre manifestou solidariedade às famílias das vítimas e informou que mobilizou equipes de apoio psicossocial para atender alunos, professores e demais envolvidos. A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre anunciou a suspensão das aulas na rede estadual por três dias.
O caso reacende um ponto crítico que você não pode ignorar: o acesso doméstico a armas legais. Não foi um problema de aquisição — foi de controle. A investigação deve avançar sobre armazenamento, responsabilidade do proprietário e possíveis falhas que permitiram o acesso de um menor.

As motivações do adolescente ainda são desconhecidas. Esse é outro ponto sensível: enquanto a causa não é clara, o risco de respostas simplistas aumenta — e isso costuma gerar políticas ineficazes.
O que já está evidente é a combinação de três fatores de alto risco: acesso facilitado à arma, ambiente escolar desprotegido e ausência de sinais preventivos eficazes. Sem enfrentar esses três vetores com seriedade, novos episódios deixam de ser hipótese e passam a ser probabilidade.
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