NA CUSTÓDIA: Justiça mantém preso caminhoneiro que atropelou e matou ciclista na BR-319

Ele ainda jogou o veículo contra populares

NA CUSTÓDIA: Justiça mantém preso caminhoneiro que atropelou e matou  ciclista na BR-319

Foto: Rondoniaovivo

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O motorista de caminhão Maicon de Oliveira Brandão, 37, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (24). 
 
Ele é acusado do trágico acidente ocorrido na manhã de domingo (23), na BR-319, próximo à ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho.
 
 
​Inicialmente registrado como homicídio culposo na delegacia de flagrantes, o caso sofreu uma reviravolta jurídica e passou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o condutor respondendo agora por homicídio com dolo eventual.
​A mudança na tipificação penal decorre da gravidade e da dinâmica dos atos cometidos por Maicon após o atropelamento inicial que vitimou a ciclista Waldirene Miranda, de 58 anos. A vítima pedalava com um grupo no sentido Porto Velho a Humaitá quando foi atingida por trás pelo caminhão-trator Mercedes-Benz Actros, morrendo instantaneamente no local.
 
​O motorista retornou à cena do crime e direcionou intencionalmente o veículo pesado contra populares que prestavam socorro e protegiam o corpo da vítima. 
 
O caminhão atingiu em cheio um automóvel Voyage branco que fazia a contenção da área projetando-o para uma ribanceira, antes de o motorista fugir em direção à região do Porto Hermasa, no bairro Panair, onde foi localizado e preso pela Polícia Militar.
​Apesar de ter se recusado a realizar o teste do etilômetro, os policiais militares constataram múltiplos sinais de alteração da capacidade psicomotora e encontraram latas de cerveja na cabine do veículo. 
 
O próprio acusado admitiu ter consumido bebida alcoólica durante a madrugada.
​Com a assunção do caso pelo DHPP, a autoridade policial entendeu que a conduta do motorista ao retornar e tentar atropelar testemunhas, somada ao ato de dirigir visivelmente embriagado, configura o dolo eventual situação em que o agente assume o risco de produzir o resultado morte.
 
​O inquérito segue sob a responsabilidade especializada do departamento de homicídios para aprofundar a coleta de provas e encaminhar formalmente o procedimento ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Direito ao esquecimento
Elizeu Sampaio - 24/08/2026 21:59
É uma lástima não termos pena de m0rt3 neste país para crimes hediondos com tantas testemunhas e provas materiais escancarados! Invés disso, somos obrigados a sustentar um animal desses até sua soltura. Condenado mesmo foi a vítima né, já que esse assassino sairá em breve. Uma lástima as leis desse país!
Jose Santos - 24/08/2026 20:55
Ele está detido. Quem tá presa é a vítima, pois a mesma não terá uma segunda chance. Já esse assassino terá todas as chances que a justiça o dará. Um exemplo: se for julgado e condenado a 20 anos, com menos de 7 estará livre. Nossa justiça diz que todos merecem uma segunda chance, inclusive quem comete assassinato....

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