Uma grande operação resultou na captura de Azemildo C. de C., 44, apontado como um criminoso de altíssima periculosidade e liderança expressiva na facção criminosa CCA (Comando Classe A), que atua fortemente no Estado do Pará.
A prisão ocorreu no final da tarde de quarta-feira (20), por volta das 16h30, em uma residência localizada na Rua Eduardo Campos, bairro Planalto, zona Leste de Porto Velho (RO).
A ação foi coordenada pela FTICCO (Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado), grupo de inteligência vinculado ao Ministério Público, e executada por guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Rondônia.
Contra Azemildo havia um mandado de prisão condenatória expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Altamira (TJ-PA), com uma pena fixada em 17 anos, 9 meses e 9 dias de reclusão em regime fechado pelo crime de roubo majorado e latrocínio (Artigo 157, §2º e §3º do Código Penal).
De acordo com relatórios de inteligência da Polícia Militar do Pará, o envolvimento de Azemildo com o crime organizado é profundo. Ele é investigado por suposta participação em uma chacina que deixou aproximadamente 50 vítimas no estado paraense.
Dentro da estrutura do Comando Classe A, o homem de 44 anos exercia a função de "sintonia", uma espécie de cargo disciplinar responsável por coordenar ataques contra facções rivais e punir membros dissidentes, além de atuar diretamente no recrutamento de novos soldados para o crime.
Informações apontam que o histórico criminal é familiar, com o irmão do acusado também possuindo forte atuação no submundo do crime.
As equipes do BOPE realizaram um cerco tático no imóvel e conseguiram abordar o foragido, que não teve chance de reação.
Durante a varredura no interior da residência, os policiais localizaram:
Três sacos grandes contendo substância análoga à cocaína;
Uma balança de precisão, configurando o crime de tráfico de drogas; Dois aparelhos celulares, que continham mídias e dados suspeitos, possivelmente utilizados para a comunicação e articulação da cúpula da facção.
Além do material ilícito, os policiais encontraram uma certidão de nascimento em nome de Carlos Alberto Maciel. Ao checarem os dados no sistema Apolo, os militares descobriram que este nome também possuía um mandado de prisão em aberto.
A polícia suspeita que o indivíduo também estivesse escondido na residência e integrasse a mesma organização criminosa.
Diante do vasto material e do mandado cumprido, Azemildo recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes de Porto Velho, onde permanece à disposição da Justiça