Com pouco mais de 6,4 mil habitantes, Ministro Andreazza figura entre os menores municípios de Rondônia em população, mas apresenta indicadores econômicos que chamam a atenção. Dados do IBGE revelam um município com elevado PIB per capita, bons índices educacionais e uma administração relativamente equilibrada, mas que ainda enfrenta gargalos estruturais em áreas como saneamento básico e urbanização.
Economia acima da média estadual
O principal destaque de Ministro Andreazza está na economia.
Em 2023, o município registrou PIB per capita de R$ 68.091,81, o quinto maior de Rondônia e o 710º melhor do Brasil entre os 5.570 municípios avaliados.
O desempenho demonstra uma atividade econômica significativa para uma cidade de pequeno porte. O valor supera com folga a média de diversos municípios maiores do estado e coloca Andreazza como uma das economias mais produtivas da região.
Por outro lado, os números revelam uma forte dependência das transferências governamentais. Em 2024, 90,68% das receitas correntes vieram de recursos externos, percentual que coloca o município na quarta posição estadual em dependência financeira.
Na prática, isso significa que a arrecadação própria ainda possui peso reduzido na composição das receitas municipais, tornando a administração vulnerável às oscilações dos repasses estaduais e federais.
Educação aparece entre os pontos fortes
A educação é outro setor que apresenta resultados positivos.
A taxa de escolarização entre crianças de 6 a 14 anos chegou a 99,52% em 2022, uma das melhores marcas de Rondônia. O município ocupa a 12ª posição estadual nesse indicador.
Os resultados do IDEB reforçam esse desempenho. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a nota alcançou 6,0 em 2023, a quarta melhor do estado. Nos anos finais, o índice foi de 5,0, colocando o município na nona colocação estadual.
Os números indicam que, apesar da pequena estrutura populacional, a rede pública consegue manter desempenho educacional acima da média regional.
Mercado de trabalho ainda limitado
O mercado formal de trabalho reflete o porte reduzido do município.
Em 2023, havia 1.388 trabalhadores com carteira assinada, número que posiciona Ministro Andreazza na 33ª colocação entre os 52 municípios rondonienses.
O salário médio formal foi de dois salários mínimos, desempenho intermediário dentro do estado.
Ao mesmo tempo, o percentual de pessoas com renda per capita de até meio salário mínimo atingia 44,5%, demonstrando que uma parcela significativa da população ainda convive com limitações econômicas.
Saúde apresenta cenário moderado
Na saúde, o município não apresentou dados consolidados de mortalidade infantil em 2023.
Já as internações por diarreia registraram taxa de 105,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2024, indicador que coloca a cidade na 27ª posição estadual.
Embora o número não esteja entre os mais críticos de Rondônia, ele acende um alerta para questões ligadas ao saneamento e à qualidade da água.
Saneamento continua sendo desafio
Os indicadores ambientais revelam uma das principais fragilidades do município.
Apenas 5,6% dos domicílios possuem acesso a esgotamento sanitário adequado. Embora o índice seja superior ao de alguns municípios do interior, ainda está distante dos padrões considerados satisfatórios.
Outro dado que chama atenção é o tamanho reduzido da área urbanizada: apenas 1,46 km², uma das menores de Rondônia.
A urbanização adequada das vias públicas alcança apenas 4,8%, enquanto a arborização urbana chega a 77,74%.
Os números mostram que o crescimento urbano ainda ocorre de forma limitada e com infraestrutura insuficiente em vários pontos da cidade.
Município pequeno, mas com potencial
Com território de 798 km² — o quarto menor de Rondônia — e população inferior a 7 mil habitantes, Ministro Andreazza possui características típicas de uma cidade de pequeno porte. Entretanto, seus indicadores econômicos demonstram capacidade produtiva acima da média estadual.
O desafio para os próximos anos será transformar a riqueza gerada pela economia local em melhorias estruturais permanentes, especialmente nas áreas de saneamento, urbanização e geração de empregos.
Se conseguir reduzir sua dependência de recursos externos e ampliar os investimentos em infraestrutura urbana, Ministro Andreazza poderá consolidar um modelo de desenvolvimento equilibrado, unindo eficiência econômica e qualidade de vida para sua população.