AÇÃO: Jornalista aciona Justiça para obrigar Governo de RO a agilizar emissão de RG

Denúncias apontam cobrança ilegal por agendamentos

AÇÃO: Jornalista aciona Justiça para obrigar Governo de RO a agilizar emissão de RG

Foto: Reprodução

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A crise na emissão de carteiras de identidade em Rondônia chegou ao Poder Judiciário. O jornalista Paulo Mendes, morador de Vilhena, ingressou nesta quinta-feira, 21, com uma Ação Popular pedindo que o Governo do Estado adote medidas urgentes para regularizar o sistema de emissão de RGs, considerado insuficiente diante da alta demanda em várias cidades rondonienses.
 
Segundo o jornalista, a iniciativa surgiu após inúmeros relatos de cidadãos que enfrentam dificuldades extremas para conseguir agendar o atendimento. Em Vilhena, Paulo Mendes esteve recentemente na unidade responsável pela emissão dos documentos e constatou dezenas de pessoas tentando, sem sucesso, obter uma vaga no sistema.
 
Há casos de moradores que afirmam já ter tentado realizar o agendamento mais de 200 vezes. Outros relatam esperar há mais de um ano para conseguir emitir o documento.
 
A situação se torna ainda mais delicada entre idosos e pessoas sem familiaridade com tecnologia. Muitos se deslocam até a Unisp na tentativa de obter auxílio para realizar o agendamento online, mas acabam enfrentando frustração diante da falta de vagas disponíveis.
 
De acordo com Paulo Mendes, mais de 200 depoimentos foram reunidos e anexados à ação judicial, juntamente com documentos e provas que apontam o colapso no sistema de atendimento.
 
Outro ponto grave levantado na ação envolve denúncias sobre a atuação de intermediários que estariam cobrando dinheiro para conseguir vagas no sistema de agendamento. Conforme relatos divulgados nas redes sociais e também em reportagens, há pessoas cobrando entre R$ 30 e R$ 50 para garantir atendimento, prática considerada ilegal.
 
“É como se os mais fortes e mais habilidosos furassem a fila dos mais vulneráveis e levassem vantagem no processo”, afirmou o jornalista.
 
Atualmente, o sistema utilizado pelo governo estadual trabalha com uma quantidade limitada de vagas diárias para cada município, calculadas conforme o número de habitantes. Em Vilhena, por exemplo, são disponibilizadas apenas 54 vagas por dia, número considerado insuficiente diante da demanda crescente.
 
A ação foi protocolada com pedido de liminar urgente e é assinada pelo advogado Adenilson Magalhães. O objetivo é fazer com que a Justiça determine medidas imediatas ao Estado para ampliar o atendimento e garantir o acesso da população ao documento, considerado essencial para diversos serviços públicos e privados.
 
Enquanto a situação não é resolvida, as reclamações continuam se acumulando, especialmente nas sextas-feiras, quando novas vagas são abertas no sistema e rapidamente esgotadas, deixando milhares de pessoas sem atendimento em todo o Estado.
 
Com informações da Folha do Sul On Line.
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