O comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia, Régis Wellington Braguin Silvério, usou as redes sociais para manifestar sua indignação com o sistema legal brasileiro, após o assassinato de uma criança de 12 anos e o baleamento de outra, de 11 anos, em Vilhena, no dia 27 de março. O suspeito do crime, Pablo, conhecido como “Escobar”, foi preso, mas já possuía um extenso histórico criminal e havia sido detido apenas quatro dias antes por roubo, sem que pudesse permanecer preso devido à legislação vigente.
Em sua publicação, o comandante questionou a efetividade da justiça no país: “que mais precisamos para que a justiça seja feita de forma eficiente e verdadeira? Não podemos mais permitir que as leis favoreçam os criminosos e continuem a colocar vidas em risco”.
Ele ainda ressaltou que a impunidade contribui para a reincidência criminal e cobrou mudanças na legislação penal brasileira: “Até quando o sangue inocente derramado será ignorado pelas leis penais brasileiras, que na prática só protegem mais os criminosos do que as vítimas?”
Segundo o comandante, Escobar já possuía pelo menos nove passagens pela polícia, incluindo roubos e outros crimes. No caso mais recente, o criminoso teria cometido roubo portando a mesma arma usada no assassinato da criança.
“A Polícia Militar, no mesmo dia da tragédia do menor Victor Davy da Silva Pedrosa, já determinou um plano de reação estratégica para uma atuação mais contundente no município de Vilhena e região”, afirmou.
A estratégia envolverá o uso de tropas táticas para conter o avanço do crime organizado e criminosos violentos.
O comandante também rebateu a ideia de que a polícia prende mal e a justiça solta, destacando que, neste caso, a PM apresentou as provas e o judiciário determinou a prisão provisória do suspeito.
A manifestação do comandante reforça o debate sobre a necessidade de mudanças no sistema legal para garantir maior segurança à população e evitar que criminosos com extensa ficha criminal continuem em liberdade.